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8 March 2021

7 vezes em que “ofendi” Bolsonaro; e por que não fui preso

Tenho lido um monte de comentários assim: “você vive ofendendo o PR e nada te acontece; você deveria ser preso, e não o deputado; por que o STF não manda te prender também?” e outras besteiras do gênero.

Como é mesmo? “Quem não se dá o respeito não é respeitado”. Ou: “respeito não se impõe; se conquista”.

Como respeitar um presidente que chama o povo de maricas? Que chama o governador do maior estado do País de “um bosta”? Que manda jornalistas à PQP e enfiarem latas de leite condensado no rabo?

Além disso, há uma enorme diferença entre liberdade de expressão e liberdade para delinquir em nome dela. Jamais ultrapassei este limite. Sou bobo, mas não sou doido.

Abaixo, 7 adjetivos ou frases depreciativas – 100% verdadeiras! – que costumo usar quando me refiro ao presidente da República (viram? Quando estou calmo e o energúmeno não me dá razão, eu até mantenho a linha e o chamo de presidente):

1. Eu chamo Bolsonaro de devoto da cloroquina e provo que ele é:

O presidente, como todos sabem, aprendeu (errado!) com seu ídolo Donald Trump, que a hidroxicloroquina e a cloroquina são eficazes no combate ao novo coronavírus. Apesar de todas as provas contrárias e de todos os órgãos respeitados de saúde do mundo atestarem a ineficácia da droga, o presidente da República faz propaganda e indica, quase todos os dias, o remédio como tratamento da Covid-19. Até as emas do Alvorada sabem disso.

2. Eu chamo Bolsonaro de pai do senador das rachadinhas e provo que ele é:

Bem, isso é muito fácil, afinal, Jair é pai de Flávio, Flávio é senador, e quando este era deputado estadual no Rio de Janeiro, seu gabinete foi palco de uma quadrilha, liderada por um assessor particular, que tungava parte dos salários dos funcionários e repassava ao então deputado através de depósitos fracionados em dinheiro. Qualquer dúvida, favor entrar em contato com o MPF-RJ ou com Gilmar Mendes no STF.

3. Eu chamo Bolsonaro de marido de receptora de cheque de miliciano e provo que ele é:

Jair é marido de Micheque, ops!, Michelle. Michelle recebeu dezenas de depósitos em cheques, num total de aproximadamente 90 mil reais, de um miliciano e sua esposa. Até hoje não foi explicado o motivo. Satisfeitos?

4. Eu chamo Bolsonaro de maníaco do tratamento precoce e provo que ele é:

O presidente crê piamente em um tratamento sem comprovação científica e que, ao contrário, já foi objeto de centenas de estudos que determinaram sua completa ineficácia no combate ao novo coronavírus, seja no início, durante ou no fim da doença (Covid-19). Ainda assim, como um bom crente, Bolsonaro demitiu dois ministros da saúde até que encontrasse um fantoche que aceitasse, não só defender a “garrafada”, como também transformar a crendice em política sanitária. O Portal do Ministério da Saúde não me deixa mentir. Nem o Pazuello.

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