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31 July 2021

70% das câmeras instaladas em ônibus estão desativadas

Os equipamentos de videomonitoramento instalados nos coletivos não têm inibido a ação de bandidos. Há alguns dias um cobrador levou um tiro na cabeça, após o ônibus em que trabalhava ter sido assaltado. Ainda assim, o comunicado deixa alguns passageiros com uma leve sensação de segurança. Todos os coletivos devem ter três câmeras: uma na frente do motorista, outra capturando todo o corredor, e mais uma filmando o espaço em torno do cobrador. Mas muitas delas não funcionam, dificultando o trabalho da polícia em prender acusados de assaltos. De acordo com informações do Grupo Especial de Repressão a Roubos de Coletivos (GERRC), em 70% dos coletivos que circulam na capital baiana, você não está sendo filmado.

“Toda vez que existe uma denúncia de furto no interior do coletivo, ou até mesmo agressão física, nós solicitamos as copias das imagens. Ocorre que, cerca de 70% das imagens não são enviadas ao GERRC, e as empresas não dão qualquer satisfação, apesar de todas as ocorrências serem solicitadas às empresas através de ofício”, afirma o coordenador da GERRC, José Mário.

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Segundo ele, que concedeu entrevista ao jornal Tribuna da Bahia, uma portaria da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) obriga que as empresas de ônibus tenham circuito de imagens em todos os coletivos, mas a portaria não define uma qualidade mínima da imagem, nem a obrigatoriedade das empresas filmarem.

Alguns motoristas ratificam a informação do coordenador da GERRC. Apesar da grande quantidade de coletivos com equipamentos que servem apenas como enfeite, alguns ônibus são beneficiados com câmeras que realmente funcionam. No final de linha de Cosme de Farias, a equipe da Tribuna da Bahia encontrou coletivos com novas câmeras de videomonitoramentos. A empresa de ônibus Violeta Transportes (Vitral), por exemplo, já possui coletivos com câmeras digitais semelhantes a um mini disco voador.

 

*Tribuna da Bahia

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