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17 October 2021

A volta dos que não se elegeram: políticos ensaiam candidaturas para 2016

Com a proximidade de 2016, ex-deputados e ex-vereadores já articulam suas candidaturas para voltar ao poder. Em levantamento feito pelo Bahia Notícias, pelo menos 12 políticos pretendem voltar ao cenário. Derrotado na eleição de 2014, para deputado federal, o Major Tadeu (PSB) quer voltar para a Câmara Municipal de Salvador (CMS) – onde já pisou por duas legislaturas. “Não me considero derrotado. Tive quase 54 mil votos para deputado federal e, só em Salvador, foram mais de 24 mil votos. Então, para mim, foi um indicativo de aprovação”, argumentou. Ainda de acordo com Tadeu, caso eleito, irá levantar duas bandeiras na Casa: a segurança pública municipal e a segurança no trânsito. Tadeu já ocupou, por três mandatos, o cargo de deputado estadual da Bahia. Além da vereança, Tadeu conta com outra carta na mão: a possibilidade de assumir o cargo de deputado federal. “O deputado Bebeto pode se eleger prefeito de Ilhéus e eu sou o primeiro suplente”, lembrou. Outra política que saiu da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e agora quer sentar em uma cadeira da CMS é Maria Luiza Orge (PSD). “Serei candidata, sim. Vamos ver o que a vida nos reserva, não é?”, questionou a ex-primeira dama de Salvador. Maria Luiz – ou Malu, como prefere ser chamada agora – diz encontrar na política uma “vocação”. “É uma oportunidade que nós temos de colocar nossa colaboração, o nosso apoio. Convivi durantes muitos anos com a política e é uma coisa que me motiva, é o que eu me identifico“, afirmou. Uma vez na CMS, Maria Luiza quer promover o debate sobre a igualdade social. Fora dos campos, desde que foi destituído da presidência do Esporte Clube Bahia, e fora da política, desde quando não conseguiu se eleger para mais nenhum cargo eletivo, Marcelo Guimarães Filho também ensaia sua volta para a vereança. Considerado o “terror” dos vereadores, por ter grande reduto eleitoral em Salvador, o ex-deputado federal Maurício Trindade já confirma a candidatura. “Pretendo, sim. Estou, atualmente, no Pros, mas converso com outros partidos para mudar de legenda”, informou, à reportagem. Na última eleição que concorreu a vereador, ele teve 25 mil votos – o mais votado da legislatura. Ano passado, para deputado federal, quando perdeu, levou 40 mil votos na capital baiana. “Acho que tenho muita representatividade na cidade e, por isso, vou concorrer”, disse. Além deles, outro ex-deputado que voltar a circular no meio político: o delegado Deraldo Damasceno (PSL). Entre os ex-vereadores que querem voltar à Casa, a lista também é extensa

Téo Senna (PTC) já articula, inclusive, mudança de partido para voltar a legislar. “Eu tive 7,2 mil votos na última eleição e não me elegi por conta do coeficiente eleitoral. Claro que essa votação me fortalece para tentar mais um mandato”, apontou. Professor de Educação Física, Senna ainda não sabe por qual partido disputará a eleição, mas flerta com DEM, Solidariedade, PTdoB, PHS e PV. “Preciso de calma para definir”, explicou, o ex-vereador que quer levar a bandeira do esporte e do trabalho social para a casa. Presidente municipal do PT, Marta Rodrigues quer engrossar a fileira das mulheres na Casa. “Estamos nesse desafio. Estou discutindo com as lideranças e preciso analisar se vou mesmo me candidatar. Ainda tenho um ‘folegozinho’ para decidir. O que eu tenho certeza é que essa Câmara precisa de mais mulheres”, asseverou. Para ela, o lado bom da vereança é “debater a cidade, os projetos e a pauta relacionada às mulheres”. Ex-petista, Alcindo Anunciação afirmou, ao Bahia Notícias, que também quer voltar à cena. Primeira vereadora transexual de Salvador, Léo Kret (DEM) também ensaia voltar para a Casa. Na eleição de 2012, quando tentou a vaga pelo PR, sofreu do mesmo mal de Téo Senna: o coeficiente eleitoral. Outro democrata que ensaia a volta para a Casa é Antônio Lima, que já foi suplente. Os mais experientes também querem voltar a provar do poder. Vereador por seis mandatos, Pedro Godinho (PMDB) deve ser candidato. Assim como o seu correligionário, Sandoval Guimarães, que já esteve na casa por longos cinco mandatos

 

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