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24 June 2021

Adiamento do BRT é fruto de ingerência política, avaliam interlocutores da prefeitura

Publicamente, o governador Rui Costa (PT) e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), voltaram a viver uma lua-de-mel para além da disputa por obras de encostas. Porém, nos bastidores, a reclamação latente é de que houve ingerência política junto ao governo federal para atrasar a licitação das obras do BRT em Salvador. Ao lado de Rui, o prefeito lamentou, pela primeira vez em público, a falta de perspectiva para construção de uma das meninas dos olhos da administração do democrata na capital baiana, o corredor viário ligando a Estação da Lapa à Ligação Iguatemi-Paralela (LIP). De acordo com interlocutores próximos ao Palácio Thomé de Souza, os sucessivos adiamentos da liberação do empenho no Ministério das Cidades foram considerados um “boicote” à prefeitura de Salvador, maior cidade do país controlada por um partido de oposição ao governo federal. A expectativa de ACM Neto era ter o BRT e linha Lapa-LIP como um dos trunfos eleitorais de 2016, quando deve ser candidato à reeleição. Sob a justificativa da crise, o projeto voltou para a gaveta. E o governador Rui Costa sai pela tangente ao falar sobre o tema. As eleições do ano que vem não batem à porta. Entraram sem pedir licença nos bastidores das liberações de obras – e cabe a população “comemorar” os quase R$ 8 bilhões em mobilidade investidos pelos governos federal e estadual em Salvador, como disse o governador.

 

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