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26 September 2021

Após assalto a posto de saúde em Pernambués, secretário anuncia câmeras

O posto de saúde recebeu reforço na segurança: cinco PMs e uma viatura ficaram em frente ao posto durante o horário de atendimento.

Médicos, enfermeiros, pacientes e, agora, policiais e até câmeras. Um dia após o assalto na unidade de saúde Professor Humberto Castro Lima, em Pernambués, o secretário municipal da Saúde, José Antônio Rodrigues Alves, foi ao local e anunciou que a prefeitura vai licitar um sistema de câmeras para as unidades de saúde.

Também ontem, o posto de saúde recebeu reforço na segurança: cinco PMs e uma viatura ficaram em frente ao posto durante o horário de atendimento. A presença da Polícia Militar na unidade faz parte das medidas adotadas pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em parceria com a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Posto de saúde em Pernambués volta a funcionar após assalto; PMs e viatura dão segurança pela manhã (Foto: Mauro Akin Nassor)

O roubo, que gerou a suspensão dos serviços por parte dos funcionários da unidade na última terça-feira, foi a terceira ação criminosa em postos de saúde da capital nas três últimas semanas, segundo a SMS.

“A prefeitura vai licitar um sistema de videomonitoramento. Mas,  até que toda a rede esteja coberta, vai levar tempo. Temos mais de 100 postos de saúde. É uma superestrutura a ser montada em toda a capital”, explicou Alves, sem definir prazo. De acordo com a secretaria, Salvador possui 130 postos de saúde. 

Tiroteio

Após a reunião com a equipe, Alves explicou que o atendimento estava assegurado e que os funcionários estão mais tranquilos após o susto da última terça-feira — quando uma dupla armada invadiu a recepção da unidade para roubar o celular de um paciente.

“A presença da polícia já estabiliza um pouco a situação. Eles (policiais militares) agora passam a ficar aqui de forma constante. Porém, os agentes comunitários que moram aqui na Baixa do Manu também relatam situações como tiroteios”, afirmou Alves. Segundo ele, as queixas dos agentes comunitários ainda será tema de discussão com a SSP.

“Fiquei surpresa de encontrar o posto funcionando hoje (ontem). Marquei uma consulta há algumas semanas, mas pensei que, depois do assalto, o posto estaria fechado. Ninguém ia imaginar que fossem assaltar um lugar que dá assistência à comunidade”, afirmou a professora Marinalva Gonçalves, moradora da Baixa do Manu.

Câmeras

Alves explicou que os postos de saúde não contam com sistema de videomonitoramento, porém esse deverá ser o próximo passo para ajudar na identificação dos bandidos que agem nas unidades. Este ano, segundo a SMS, seis postos foram arrombados e cinco tiveram alteração no horário de funcionamento, por causa da insegurança.

Segundo uma funcionária que preferiu não se identificar, o medo é companhia diária para quem trabalha na unidade de Pernambués. “Trabalhar aqui é difícil. Às vezes, a gente pega ônibus e atravessa a passarela morrendo de medo. Tem colega aqui que já foi assaltado. Mas agora foi aqui dentro da unidade. Hoje (ontem), com a polícia, a gente ficou mais tranquilo”.

O secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, afirmou que não foi informado pela SMS.  “Gostaria que fossemos avisados. Não foi feito contato da Guarda Municipal. Tivemos conhecimento através do CORREIO. Existe uma parceria entre a SSP e a Guarda Municipal para evitar o fechamento de qualquer órgão público”, explicou Maurício.

Segundo o secretário da Saúde, a maior parte das ocorrências em Itapagipe ou no Subúrbio foi arrombamento durante a noite ou nos finais de semana — que ele acredita terem sido cometidos pelo mesmo grupo. Em dois desses arrombamentos, os guardas municipais que estavam na unidade foram agredidos.

A assessoria da Superintendência de Prevenção e Segurança do Salvador informou que os guardas municipais que atuam em postos de saúde não portam armas.

Por Victor Lahiri

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