Assim você me quebra Coronavirus! Por conta do pandemia a festa de Cosme e Damião será diferente esse ano, entenda

A pandemia de Covid-19 impactou em diversos fatores e trouxe diversas mudanças, que atingem até as tradicionais comemorações pelo Dia de São Cosme e São Damião, no dia 27 de setembro. Nesta data, todo ano, fiéis distribuem doces às crianças em homenagem aos santos.

Com o contexto atual causado pelo coronavírus, muitas pessoas que tinham o hábito de participar da comemoração estão receosas, já que a distribuição dos doces poderia causar uma possível aglomeração. Carla Cristina é analista de departamento pessoal, mas nunca abriu mão de fazer parte da tradição. Neste ano, porém, ela relata que não se sente segura, pois poderia se contaminar ou levar o vírus para casa, caso participasse.

 

“Lá em casa sempre foi uma tradição, quando eu era criança via minha mãe se organizando para distribuir os doces e depois passei a distribuir também, mas não me sinto segura em participar esse ano. Posso arriscar a saúde da minha mãe, posso arriscar a minha saúde, isso coloca em risco todos da minha família, então decidi que a comemoração vai ficar para depois da pandemia”, ela contou.

Assim como Carla, muitas pessoas vivem o mesmo impasse em relação à data: temem a contaminação, mas não querem deixar a tradição de lado. Para solucionar a questão, a casa do Raio Dourado de São Francisco de Assis, em Coelho Neto, decidiu distribuir doces, brinquedos, roupas, sapatos e cestas básicas com hora marcada e higienização dos donativos.

 

As senhas foram distribuídas no dia 18 de setembro e as doações vão acontecer na calçada em frente à instituição. No chão, diversos círculos foram desenhados para garantir o distanciamento e evitar aglomerações. A casa Raio Dourado de São Francisco de Assis aceita doações em diversos pontos da cidade. Para saber onde doar, basta acessar a página no Facebook.

 

São Cosme e São Damião eram dois irmãos gêmeos que morreram por volta de 300 a.C. e, por terem exercido a medicina sem cobrar por isso, acabaram virando santos. A comemoração de distribuir doces às crianças, deixou de ser ligada apenas à Umbanda e ao Candomblé (a Igreja Católica celebra no dia 26) e acabou se expandido à população de maneira geral, ou seja, saiu um pouco do âmbito apenas religioso e se tornou, há muitos anos, uma tradição no Rio de Janeiro. Desta vez, será realizada de maneira um pouco diferente, seguirá como um patrimônio cultural carioca.

Diário dório

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