Data de Hoje
2 December 2021

Bateria do seu smartphone pode ser usada para invadir a sua privacidade; entenda

Pesquisa realizada por quatro especialistas de segurança sugere que esses dados podem ser utilizados para identificar os visitantes

A linguagem HTML5 usada em navegadores e aplicativos possui uma especificação que permite que sites e aplicativos saibam quanta bateria restante um visitante tem em seu smartphone ou notebook. Uma pesquisa realizada por quatro especialistas de segurança da França e da Bélgica sugere que, no Firefox e no Linux, esses dados podem ser utilizados para identificar os visitantes.

De acordo com informações do jornal britânico The Guardian, o atributo do status da bateria foi introduzido em 2012, com o propósito de fazer com os sites ajudassem os usuários a poupar bateria. A ideia era a de que, ao perceber que a bateria do dispositivo estivesse baixa, sites e aplicativos desabilitassem seus atributos mais pesados para ajudar a navegação e a durabilidade da bateria de seus visitantes.

Segundo os pesquisadores, isso permite que a interface de programação de aplicativos faça uma estimativa de quanto tempo a bateria do dispositivo demorará para descarregar, bem como a porcentagem do restante da bateria. Juntos, esses números podem formar milhares de combinações, fazendo com que estas operem como uma espécie de número de identificação. Os valores mudam a cada 30 segundos, mas durante esse tempo, esses dados podem ser utilizados para identificar os usuários.

Mas o que isso muda na nossa vida? Bem, informações sobre usuários são bastante valiosas para as grandes empresas, que podem utilizar os dados dos usuários para ganhar fortunas em dinheiro. A especificação também não exige que os usuários sejam notificados quando esses dados são acessados, fazendo com que qualquer site, aplicativo, ou script entre em contato com essas informações sem ninguém ficar sabendo. “A revelação dessa informação tem um impacto mínimo em privacidade e identificação, portanto é exposta sem concessões”, diz a cláusula.

Por: Varela Notícias

Facebook Comments