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28 November 2021

Bebê que nasceu dentro de táxi é batizada de Angélica

A dona de casa Carla Reis Araújo, de 25 anos, que deu à luz dentro de um táxi na manhã desta terça-feira, 1º, em Salvador, já escolheu o nome da filha. Ao chegar à maternidade e todos tomarem conhecimento do caso, ela conta que as pessoas começaram a cantar a música da apresentadora Angélica Vou de Táxi. Foi aí que ela teve a ideia de pôr o nome da filha de “Angélica”

“Toda hora vem um aqui no leito e canta ‘Vou de táxi, cê sabe. Tava morrendo de saudade’. Como eu gosto desse nome, e também da apresentadora, decidi que irei colocá-lo em minha filha. Não poderia ser Vitória, já tenho uma filha com o nome Thaís Vitória”, explica Carla.

Segundo ela, ao conceder entrevista a uma equipe de reportagem de TV, horas depois do parto, e contar que estava pensando na escolha do nome, recebeu uma ligação inesperada.

Mulher entra em trabalho de parto e tem bebê dentro de táxi

“Nossa, não acreditei quando atendi o telefone e soube que era a própria Angélica. Fiquei muito feliz e ela [Angélica] também. Ficamos famosas por um dia”, brinca a mamãe.

De acordo com a assessoria de comunicação do Iperba, Carla e Angélica passam bem e deverão ter alta nesta quarta, 2.

Parto no trânsito

Quando Carla Reis saiu de casa, na manhã desta terça, jamais imaginou que entraria em trabalho de parto dentro de um táxi. Grávida de nove meses e sentindo fortes contrações, a dona de casa seguia em direção à maternidade quando, às 7h50, deu à luz em pleno trânsito.

Ao perceber que não chegaria a tempo ao Instituto de Perinatalogia da Bahia (Iperba), em Brotas, devido ao longo congestionamento, a dona de casa e prima de Carla Cíntia Lira, 34, auxiliou a grávida a ter a criança ali mesmo, ao lado do viaduto Nelson Daiha, na Ligação Iguatemi-Paralela (LIP).

“Pedi ao motorista que parasse o carro. Foi tudo muito rápido. Não durou nem dez minutos. Só fiquei nervosa quando percebi que o cordão umbilical estava enrolado no pescoço da menina e ela estava um pouco roxa. Mas, assim que tirei, logo voltou ao normal, graças a Deus”, lembra Cíntia.

Quem conduzia as duas era o taxista Moisés Souza Santos, 35. Ele conta que, por volta das 7h, pegou as passageiras no bairro do Imbuí, mas, perto das 7h40 percebeu que não chegaria a tempo ao destino.

“Foram minutos angustiantes. Enquanto Cíntia ajudava no parto eu acenava desesperado para duas motos da Transalvador que passavam do outro lado da via. Quando eles chegaram o bebê já havia nascido”, lembra o taxista.

Tensão

Após o nascimento da criança, os agentes de trânsito escoltaram o táxi até a maternidade. Segundo Carla Reis, uma equipe médica já aguardava por elas na entrada do Iperba. Foi então que, após 20 minutos desde o nascimento, o cordão umbilical foi cortado.

“Nossa, foi muito emocionante. Assim que chegamos fomos atendidas e deu tudo certo. Estamos bem e amanhã deveremos receber alta”, disse Carla.

Nervoso e emocionado, o taxista Moisés Souza Santos, 35, diz que foi a corrida mais marcante que já fez em um ano e meio de profissão. “Nunca vou esquecer desse dia. Torço para o Bahia, mas essa menina teria que se chamar Vitória”, completa o motorista.

Por: A tarde

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