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28 November 2021

Bichos: incidência de doenças graves e até fatais como a cinomose aumenta no Inverno



Nesse período, quando as temperaturas estão mais baixas e há possibilidade dos vírus ficarem mais tempo preservados no ambiente, todo o cuidado é pouco para proteger o seu melhor amigo da cinomose.

 

Parecida com uma gripe, essa doença viral, no entanto, é muito mais grave,  altamente contagiosa e tem altas incidências nesse período de junho, julho e agosto. De acordo com o médico veterinário e gerente técnico da MSD Saúde Animal, Andrei Nascimento, os cães se infectam mais frequentemente em locais com grande circulação e ou concentração de animais, como parques, praças, feiras de animais, pet shops. “O vírus infecta cães de todas as idades, mas a incidência é maior nos filhotes, pelo simples fato deles ainda não terem sido vacinados adequadamente”, esclarece, ressaltando que 90% dos animais que desenvolvem a doença morrem. “Por isso a importância dos filhotes permanecerem confinados dentro de casa até o término do protocolo de vacinação”, ressalva.



A veterinária Fabiana Frazão lembra que os filhotes são mais vulneráveis porque muitos acabaram de perder a proteção recebida da mãe através do leite (anticorpos maternos) e ainda não tiveram tempo de produzir sua própria proteção através da vacinação. “Normalmente, a transmissão ocorre por via respiratória ou digestiva, através do contato direto entre o animal infectado e o animal sadio, através de fômites (objetos que carregam o vírus – sapatos, roupas, comedouros) e também pelo contato com a água ou alimentos contaminados por secreções ou excreções de cães doentes”, explica Fabiana. 



Prevenção

A veterinária diz que a cinomose é uma doença sistêmica que atinge vários órgãos, inclusive o sistema nervoso central, e pode levar filhotes e animais adultos à morte. Entretanto, a taxa de mortalidade em filhotes é muito alta. Os principais sintomas da doença são: febre, apatia, secreção nasal e ocular, vômito, diarreia, falta de coordenação motora e convulsões. “A vacinação é a melhor forma de prevenção contra a cinomose e, essa necessidade, deve ser mais bem difundida entre a população e os proprietários de cães”, defende, destacando que as vacinas atuais são bastante seguras e possuem uma eficácia superior a 90%.  “De forma geral não há 

contraindicação para se vacinar um animal, mas, de modo ideal, o pet  deve passar por um exame minucioso do médico veterinário que saberá se o animal está apto ou não a receber a vacina naquele momento e qual o melhor programa de imunização a ser utilizado”, completa.



Andrei Nascimento diz que a primeira dose da vacina de um programa de imunização de filhotes deve ser aplicada por volta da 6ª semana de vida e conter somente os componentes essenciais para essa fase da vida (cinomose e parvovirose). “Depois dela, há mais, pelo menos, duas doses que devem ser dadas com intervalos de 21 dias cada e que além dos vírus da cinomose e da parvovirose também deverão conter outros componentes que irão proteger os cães de doenças como a hepatite, a traqueobronquite, a leptospirose, entre outras”, esclarece Nascimento.



Tratamento

Por se tratar de uma doença viral, os medicamentos para combater a cinomose não são específicos, o que dificulta a recuperação do animal. “O tratamento deve sempre ser acompanhado por um veterinário e consiste no isolamento do animal. O suporte é dado com vitaminas e antibióticos, que auxiliam no combate às infecções secundárias. Nos casos mais graves é necessário o uso de anticonvulsivantes e corticoides”, afirma Fabiana. É importante lembrar que um animal em tratamento, mesmo sem sintomas, pode eliminar o vírus no ambiente por várias semanas, facilitando a disseminação da doença.

 

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