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28 February 2024

Botafogo consegue empate, nos acréscimos, em 1 a 1 contra o Sport pelo Brasileiro

O que seria do Botafogo sem Gatito Fernández? Desde que foi contratado, se tornou o jogador mais importante do time. Alguém capaz de barrar o maior ídolo do elenco sem que houvesse grandes questionamentos a respeito. Ontem, ele teve mais uma noite daquelas. Enquanto os jogadores de linha oscilavam, ele brilhava. Foram ao menos quatro grandes defesas que garantiram ao Alvinegro um ponto na Ilha do Retiro. Se o placar foi de 1 a 1, é porque o paraguaio fez sua parte.

Quando a noite é boa, a maré de acertos do goleiro faz com que o mundo conspire a favor. Na primeira vez em que Gatito não conseguiu impedir o gol do Sport, o bandeirinha percebeu muito bem o discreto impedimento de Ronaldo Alves na cabeçada. Na segunda, Rodrigo Lindoso não demorou muito para marcar o gol de empate do Botafogo e faz justiça ao goleiro que não merecia deixar o campo derrotado.

— Estou feliz individualmente, por causa do gol, mas não foi uma das minhas melhores atuações — lamentou o capitão alvinegro, autor do gol aos 47 minutos do segundo tempo: — Esse empate foi mérito do Gatito, pelo que pegou no primeiro tempo, poderíamos ter ficado estar atrás do placar. Jogar aqui é sempre difícil.

O resultado deixa o Botafogo sem vitórias no Brasileiro, depois de duas rodadas. Em compensação, a equipe não sabe o que é perder. Se depender da boa fase de Gatito, serão 38 empates na Série A. O problema é que a pontuação não é suficiente para uma campanha descente e os companheiros precisam corresponder.

A estreia contra o Palmeiras pode ter sido contra um dos favoritos ao título, mas o jogo de ontem foi diante de um Sport bem limitado, que não parece ter forças para brigar por nada de relevante na competição. Tanto é que entregou um gol feito para Rodrigo Pimpão, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. Faltou convicção ao atacante, que nem chutou a gol, nem passou para Brenner.

Ainda assim, o Botafogo queria jogar a essa altura, nos primeiros minutos em Recife. Recebia espaços do time mandante e chegava com facilidade perto da grande área rival. Entretanto, falhava na conclusão das jogadas, finalizava quando poderia passar a bola, passava quando poderia finalizar a gol.

Pena que isso não durou muito. Aos poucos, o Botafogo começou a perder o jogo no meio de campo, a criar menos, a atuar menos compactado. O Sport passou a dominar as ações, sem que fosse ameaçado nos contra-ataques. Foi quando o show particular de Gatito Fernández começou.