Data de Hoje
8 July 2026

Brasil iguala pior campanha em 60 anos na Copa do Mundo e encerra Mundial de 2026 na 11ª colocação

A seleção brasileira encerrou a Copa do Mundo de 2026 na 11ª colocação geral, registrando sua pior campanha em 60 anos e a segunda pior de toda a históriaem participações no torneio. Eliminado pela Noruega nas oitavas de final, o Brasil repetiu o desempenho obtido na edição de 1966, quando também terminou na 11ª posição, ficando atrás apenas da campanha de 1934, na qual encerrou o Mundial em 14º lugar.

Sob o comando de Carlo Ancelotti, o Brasil iniciou a competição com três vitórias, diante de Haiti, Escócia e Japão, além de um empate contra Marrocos na fase de grupos. No entanto, a equipe acabou derrotada pela Noruega no primeiro mata-mata disputado, encerrando precocemente sua participação. A eliminação também marcou o fim da sequência brasileira antes das quartas de final e colocou a campanha entre as mais discretas da história da seleção pentacampeã.

Brasil registra sua segunda pior campanha em Copas do Mundo

A campanha de 2026 igualou o desempenho obtido no Mundial da Inglaterra, em 1966, quando a seleção brasileira também terminou na 11ª colocação, mas naquela oportunidade foi eliminada ainda na fase de grupos. O único resultado inferior ocorreu em 1934, na Itália, quando o Brasil encerrou sua participação em 14º lugar, naquela que segue sendo a pior campanha da história da equipe em Copas do Mundo.

Apesar do desempenho abaixo das expectativas nesta edição, o Brasil segue como o único pentacampeão mundial, com títulos conquistados em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. A seleção ainda soma dois vice-campeonatos (1950 e 1998), além de dois terceiros lugares (1938 e 1978) e dois quartos lugares (1974 e 2014).

Após a eliminação, a equipe voltará a campo ainda em 2026. A CBF já confirmou dois amistosos contra a Austrália, marcados para os dias 25 e 29 de setembro, durante a Data Fifa, que terá duração ampliada para 16 dias. Existe ainda a possibilidade de um terceiro compromisso, desta vez na Ásia, enquanto a convocação deverá ocorrer na primeira quinzena de setembro.

Grandes seleções ficaram pelo caminho antes das quartas de final

A Copa do Mundo de 2026 também foi marcada pela eliminação precoce de algumas das principais seleções do futebol mundial. Além do Brasil, Alemanhae Holanda também deixaram a competição antes das quartas de final.

A Alemanha ampliou sua sequência negativa em Mundiais. Desde o título conquistado em 2014, os alemães não voltaram a disputar uma partida de oitavas de final. A equipe caiu ainda na fase de grupos em 2018 e 2022, enquanto, em 2026, foi eliminada pelo Paraguai ainda na fase de 16 avos de final.

Já a Holanda protagonizou um dos confrontos mais emocionantes do torneio ao ser eliminada por Marrocos nos pênaltis. O goleiro Bono voltou a ser decisivo ao defender cobranças e repetir o protagonismo apresentado na Copa do Catar, quando também brilhou nas disputas por pênaltis.

No caso brasileiro, a eliminação ocorreu diante de uma Noruega organizada taticamente, que soube neutralizar o ataque adversário e contou novamente com o protagonismo de Erling Haaland. O atacante marcou dois gols, confirmou o favoritismo da equipe europeia no confronto e garantiu a classificação norueguesa.

Cabo Verde se transforma na grande surpresa da Copa do Mundo

Entre as seleções estreantes ou consideradas de menor tradição, Cabo Verde foi apontada como a principal sensação do torneio. Na fase de 16 avos de final, os africanos fizeram um confronto equilibrado diante da Argentina, levando a partida para a prorrogação antes de serem eliminados.

Mesmo sem avançar, Cabo Verde protagonizou momentos históricos. O meia Sidny Cabral marcou um dos gols mais bonitos da competição ao acertar um chute de longa distância no ângulo do goleiro Emiliano Martínez. A própria Fifaclassificou o lance como o mais bonito daquela fase.

A campanha também chamou atenção pelos resultados obtidos na fase de grupos. A seleção empatou com Espanhae Uruguai, ambos campeões mundiais, enquanto o experiente goleiro Vozinha, de 40 anos, ganhou destaque internacional pelas atuações. O jogador iniciou a competição sem clube e passou a despertar interesse após o desempenho no Mundial.

Polêmica envolvendo Donald Trump e Fifa marcou torneio

Outro episódio de grande repercussão aconteceu fora das quatro linhas. Durante a vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia, pela fase de 16 avos de final, o atacante Folarin Balogun recebeu cartão vermelho após atingir o tornozelo de um adversário. A expulsão foi aplicada pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. Posteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que conversou com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, solicitando a revisão da punição.

A entidade acabou retirando a suspensão de Balogun após análise do Comitê Disciplinar. Infantino confirmou que houve conversa com Trump, mas afirmou que o comitê responsável atua de forma autônoma e independente, negando interferência direta do presidente norte-americano.

A decisão, entretanto, não alterou o destino da seleção anfitriã. Nas oitavas de final, os Estados Unidos foram derrotados pela Bélgica por 4 a 1, com Balogun tendo atuação discreta. Após o quarto gol, jogadores belgas ainda fizeram uma comemoração imitando uma dança associada a Trump, em tom de provocação.

França confirma favoritismo e chega embalada às quartas de final

Entre todas as seleções classificadas, a França chega às quartas de final apresentando um dos desempenhos mais consistentes da competição. Os franceses venceram Senegal, Iraque, Noruega e Suécia, demonstrando regularidade tanto defensiva quanto ofensiva. Na fase de 16 avos de final, a equipe derrotou o Paraguai por 1 a 0 em um confronto marcado pela forte disputa física e pelo sistema defensivo adotado pelos sul-americanos.

Além dos resultados, a França tem se destacado pela profundidade do elenco. O zagueiro Dayot Upamecano vem garantindo solidez defensiva, enquanto Adrien Rabiot, Ousmane Dembélé e Michael Olise controlam o meio-campo. No ataque, Kylian Mbappé segue sendo o principal nome da equipe e lidera um setor ofensivo considerado um dos mais eficientes da Copa.

Com atuações consistentes desde a fase de grupos, os franceses chegam às quartas de final mantendo o status de uma das seleções de melhor desempenho no Mundial de 2026.