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16 October 2021

Bruno volta a cobrar ajuda do governo federal para subsidiar sistema de transporte público

Foto: Max Haack/Secom PMS

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), voltou a cobrar ajuda do governo federal para subsidiar o sistema de transporte público da capital baiana, que vem passando por uma grande crise e já levou o Município a empregar recursos da ordem de R$ 150 milhões em uma das três bacias que operam na cidade.

A declaração foi dada durante a abertura de um workshop que debateu implantação do ônibus elétrico no sistema BRT de Salvador, que acontece nestas quinta (16) e sexta-feira (17) e conta com a participação de especialistas da área de mobilidade de outros estados do país.

“Hoje, o principal problema enfrentado pelos prefeitos das médias e grandes cidades é o transporte público, o qual considero até mesmo um problema nacional. Estamos chamando atenção governo federal, desde 2020, sobre este assunto, mas a sensação é a de que estamos pregando no deserto. Se não houver atenção do governo federal, podemos ter novamente o que ocorreu em 2013, quando o aumento da tarifa em São Paulo desencadeou protestos por todo o país”, alertou Bruno Reis.

Ainda durante o discurso dele na abertura do workshop, o democrata também voltou a pontuar que a operação é deficitaria e a atual tarifa aplicada não remunera mais o sistema. Bruno assumiu também que a ausência do subsídio por parte do poder Executivo federal faz com que o serviço prestado ao cidadão fique abaixo do esperado.

“Desde a gestão do ex-prefeito ACM Neto, mais R$ 150 milhões foram investidos no sistema de transporte. Contudo, a PMS não tem condições de subsidiar o sistema. É preciso uma mobilização do congresso. De nossa parte, a prefeitura precisa desse apoio emergencial para cobrir os custos da pandemia”, disse.

“Só com inovação e tecnologia vamos conseguir equilibrar o sistema de transporte de Salvador. Por isso, a Prefeitura e os consórcios precisam tomar uma decisão, por exemplo, quanto aos ônibus que serão adquiridos para o BRT. Temos alguns  dilemas, que são o custo do investimento, como pode ser realizar e como vai impactar na operação”, completou o prefeito.

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