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6 August 2021
Foto: Ernna Cost MUITA INFORMAÇÃO

Capa da revista inglesa, Pabllo Vittar afirma: “Fico com mulheres, homens héteros, homens gays”

Prestes a lançar o álbum “Batidão Tropical”, a cantora Pabllo Vittar foi capa da revista inglesa, Attitude, voltada para o público LGBTQIA+. Em entrevista ao O Globo, a cantora maranhense falou tudo sobre sexualidade, bullying e superação.

Trabalhando artisticamente como uma drag queen Pabllo disse que isso não tem ligação direta com sua orientação sexual. Ela contou que não tem filtro e que gosta mesmo é de corpos, independente de quem seja.

“Sou rapariga mesmo. Não namoro porque gosto de ficar com muita gente. Fico com mulheres, homens héteros, homens gays. Gosto de corpos”, afirmou ela.

Pabllo falou ainda sobre suas origens no Maranhão e sobre bullying sofrido na infância.

“É parte do Brasil que eu amo, e tenho orgulho de ter nascido lá, mas também é muito difícil ao mesmo tempo. Sofri bullying na escola por ser gay, por ser ‘camp’, por ser gorda”, contou.
De alguma maneira, a artista acredita que o bullying escolar a preparou para o universo da fama e se considera à prova de balas.

“Eu sei quem eu sou e do que sou capaz. Os haters e agressores online estarão lá, e as pessoas podem ser cruéis na Internet, mas isso não me machuca. Olho para minhas cicatrizes do passado e penso como as superei”, avalia.

Por fim, a cantora afirmou que o universo drag queen trouxe felicidade e liberdade para se expressar como queria e precisava. Quando era criança, seu sonho era ser eleito Miss Gay.

“Queens que cantam, atuam, modelam. eu falei para mim mesma ‘eu posso fazer isso, eu quero fazer isso’. Eu poderia fazer as duas coisas que sempre amei: quando canto e performo como drag, no palco, elas se complementam. Completam quem eu sou como artista. Você quebra os estigmas do que é masculino e o que é feminino. Eu gosto de ficar livre para explorar tanto meu lado masculino quanto feminino, e acho que é muito importante fazer algo natural para as crianças e futuras gerações. Elas precisam crescer sabendo que podem ser livres”, finalizou.

 

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