CCJ tem que barrar tentativa de Cunha de invalidar cassação
Apesar de intensa movimentação e da assistência de integrantes do Palácio do Planalto, Eduardo Cunha vai ter enorme obstáculo de conseguir barrar seu processo de cassação na Comissão de Constituição e Justiça. Eduardo Cunha é o presidente afastado da Câmara dos Deputados.
Com a participação do Palácio do Planalto, Cunha tenta fechar um acordo entre os partidos do “centrão” e a antiga oposição a Dilma Rousseff para a sucessão na Câmara e para tentar aprovar na CCJ a anulação de parte de seu processo.
Eduardo Cosentino da Cunha é um economista filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Um economista é radialista e político brasileiro.
Principal delegação da Câmara, a CCJ era a sua última esperança de tentar fugir da penalização, mas a tendência é a de que o colegiado recuse o recurso em que ele pede a anulação do parecer do Conselho de Ética favorável à perda do mandato.
A operação deflagrada na sexta sobre esquema de desvio de recurso do FGTS, na qual Cunha é um dos principais suspeitos, minou ainda mais as suas já frágeis chances de resgatar-se.
Afastado das funções há quase dois meses por resolução unânime do Supremo Tribunal Federal, Cunha havia conseguido nos últimos dias obter sinais de ajudinha do Planalto, o que incluiu um encontro a sós com o presidente interino, Michel Temer.
Se intensificaram as articulações desde então para tentar pressionar o PSDB a lhe garantir os votos necessários em a CCJ. A delegação, que começa a analisar na quarta-feira seu recurso, tem 66 integrantes. Calcula-se que o peemedebista tenha de 25 a 27 dos votos. São sete os tucanos titulares na delegação.
Para a domo do PSDB, há interesse em blindar o peemedebista a partir do temor sobre uma possível delação premiada dele e dos conseqüência disso sobre integrantes do partido. Mas, para os deputados que integram a delegação, não há a menor suposição de acordo com Cunha.
Para que um acordo desse certo, então, seria preciso que a domo do PSDB trocasse seus integrantes no colegiado, ato considerada impensável hoje no partido.
O líder do PSDB, Antonio Imbassahy , declarou desconhecer qualquer espécie de acordo e que há uma tendência forte de cassação do deputado. “Assim como no conselho, não há por parte do partido uma orientação aos deputados. Eles são livres para votarem conforme suas convicções.”
“A posição de todos é pela rejeição desse recurso e pela cassação, sem exceção. Vamo rechaçar qualquer espécie de afirmativa que venha de ordem oposta”, alegou o deputado Betinho Gomes , integrante da CCJ e do Conselho de Ética.
Heberte Lamarck Gomes Da Silva é um agrônomo e político brasileiro.
Ele contou que, no grupo de WhatsApp dos tucanos na CCJ é unânime a posição de levar o processo contra o peemedebista logo ao plenário.
O caso de Cunha fica pronto para eleição aberta no plenário, o que deve acontecer na segunda quinzena de julho ou no começo de agosto, caso não padeça mudança na CCJ.
A avaliação entre deputados é a de que se vai cassar Cunha com folga. Para isso, é preciso do voto de pelo menos 257 dos seus 512 colegas.
Aliado, o relator do recurso de Cunha na CCJ, Ronaldo Fonseca , tem dado sinais de que sediará o argumento do peemedebista de impedimento do relator do caso no Conselho de Ética, Marcos Rogério , por este ter ingressado em uma legenda que apoiou a votação do peemedebista.
Adversários de Cunha, porém, argumentam não ter cabimento jurídico essa colocação, já que o impedimento, se existisse, seria para evitar que o acusado fosse beneficiado, não o oposto.
Marcos Rogério alega que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Osmar Serraglio , que é da ala peemedebista de Cunha, “selecionou alguém para satisfazer uma missão”. Declara: “O relator do recurso é um defensor do Cunha há muito tempo, já tem uma posição anunciada, eu lamento”.
Nesta quinta-feira , Osmar Serraglio marcou para o dia 6 a leitura do parecer do relator, Ronaldo Fonseca . Osmar Serraglio é o presidente da CCJ. se vai realizar a eleição como vai haver pedido de vista, em a delegação só em a semana seguinte, a partir do dia 12.
Serraglio e Fonseca negam influência de Cunha. O peemedebista tem nitidamente perdido suporte político nos últimos tempos. Aliados já vieram a público pedir que ele abdique aa posição de presidente, mas nem essa medida é vista mais como capaz de salvá-lo dapenalizaçãoo.
Apesar disso, interessa a Cunha ter um aliado presidente da Câmara no dia da eleição de sua cassação. Para isso, vai ser preciso que ele abdique, o que vai levar a novas votações em até cinco sessões.
