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22 April 2021
Foto: Raul Spinassé / A Tarde

Com Santa Cruz e Vitória, região Nordeste ganha força no Brasileirão

O Nordeste do País terá três equipes na Série A em 2016 – neste ano, apenas o Sport representou a região. Além do time rubro-negro do Recife, que terminou o Brasileirão na sexta colocação, o também pernambucano Santa Cruz e o baiano do Vitória estão de volta na disputa da principal competição nacional. Os três são garantia de ótima presença de público nos jogos em casa e ajudam a redesenhar o mapa do futebol nacional para a próxima temporada.
A Série B deste ano não reservou grandes surpresas no G4. O Botafogo, como se esperava, garantiu seu retorno como o campeão. O Santa Cruz ficou com o vice, o Vitória foi o terceiro e o América-MG, o quarto.
Desta forma, o estado de São Paulo continuará como o mais forte na primeira divisão, com 5 equipes. Minas Gerais agora tem três times, junto com o Rio de Janeiro. O estado que mais perdeu força foi Santa Catarina – de quatro para dois times (Joinville e Avaí rebaixados e Chapecoense e Figueirense na primeira divisão).
O maior destaque das subidas e descidas do futebol brasileiro fica por conta do retorno do Santa Cruz à elite. A equipe contou com uma média de 14.845 torcedores por partida durante o ano, maior do que 12 clubes que disputaram a primeira divisão. O time foi comandado pelo técnico Marcelo Martelotte, que no último sábado anunciou a sua renovação de contrato com o clube pernambucano até o final de 2016 – é ele quem deverá treinar o clube na Série A.
O maior destaque do Santa Cruz foi o atacante Grafite, ex-jogador do São Paulo e da seleção brasileira, que chegou durante a disputa da Série B – o time chegou a ocupar a 18.ª colocação, mas com consistência conseguiu reverter a situação e garantir uma das vagas do acesso. Ele disputou 15 jogos, anotou 7 gols e foi fundamental na arrancada da equipe coral.
“Agora é planejar muito bem a próxima temporada. Tem o Pernambucano, a Copa do Nordeste, a Copa do Brasil e a Série A, que é um campeonato muito difícil. É importante para o clube subir e conseguir permanecer no mínimo dois, três anos para se restabelecer, se reestruturar economicamente. É uma batalha muito grande para subir, precisa de um planejamento para não ficar brigando no ano seguinte contra o rebaixamento”, disse o atacante em recente entrevista.
E é isso o que justamente ocorreu com Joinville, Avaí e Vasco. Os três times permaneceram na principal divisão do Brasileirão apenas uma temporada e no ano que vem precisarão terminar, de novo, entre os quatro primeiros colocados para retornarem à elite do futebol nacional. A única equipe que subiu e ficou foi a Ponte Preta, fato que serve de alerta para novas equipes na Série A.

Por Glauco de Pierri / Estadão Conteúdo
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