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17 June 2021

Corpo do professor morto em assalto no Barbalho é enterrado

Sepultamento aconteceu na tarde deste domingo (27), no Campo Santo

O corpo do professor de segurança do trabalho Roverson do Espírito Santo Santana, 53 anos, morto em uma tentativa de assalto no Barbalho, foi enterrado no domingo (27), no cemitério do Campo Santo, na Federação, em Salvador.

Amigos e alunos do professor lotaram o local. Inconformada, a filha de Roverson pedia por justiça. “Uma pessoa que sempre lutou para criar quatros filhos morrer assim, ele não merecia isso”, afirmou Roseane Santana.

O sobrinho, Ramison Almeida, também pediu justiça. “O que a gente espera é que esse não seja mais um crime que vai ficar impune”, disse. O crime será investigado pela 1ª Delegacia (Barris).

Roverson deixa esposa, quatro filhos e três netos. Ele morava em Macaúbas e iria inaugurar uma escola de segurança do trabalho em Salina das Margaridas, em janei

Crime

Roverson morreu depois de ser esfaqueado durante uma tentativa de assalto no Barbalho, na noite de sábado (26). Esse foi o 17º caso de latrocínio em Salvador e na Região Metropolitana este ano e o terceiro em uma semana.

Segundo a família da vítima, Roverson era professor do Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia (Cefet) e estava a caminho de casa quando foi abordado por um homem armado. O crime aconteceu por volta das 23h30, na Rua Aristide Ático.

O professor e o tio estavam voltando para casa depois de assistir à partida entre o Bahia e o Luverdense, em um bar no Barbalho, quando resolveram parar para beber uma cerveja com um amigo em outro estabelecimento e comemorar a permanencia do clube no G-4 da Série B.

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Roverson (Foto: Arquivo Pessoal)

“Meu sobrinho foi me deixar em casa e depois iria para a casa dele, mas quando a gente estava passando pela minha rua um amigo nosso nos chamou para tomar uma cerveja”, contou emocionado o tio do professor, o aposentado Raul do Espírito Santo.

Roverson parou o veículo Ford Ranger que dirigia próximo ao Dis Paula Bar e entrou no local para beber com o tio e o dono do estabelecimento.

Depois de tomarem uma cerveja, o trio se despediu. Raul seguiu caminhando para casa, enquanto o professor andou em direção ao carro, até que foi surpreendido por um homem armado com uma faca.

“Eu estava caminhando quando ouvi meu sobrinho dizer ‘Calma! calma!’ e, então, olhei para trás. Vi um homem correndo atrás dele com uma faca tipo peixeira nas mãos e ele tentando escapar, correndo ao redor do carro. Eu corri para ajudar”, contou Ra

Briga

O assaltante conseguiu alcançar Roverson e os dois entraram em luta corporal, até que o suspeito atingiu a panturrilha direita da vítima com uma facada. Depois de deixar o professor no chão, o bandido fugiu sem levar nada.

Durante a luta, Raul gritou por socorro e alguns vizinhos saíram de casa para ver o que estava acontecendo. “Quando eu ouvi que era um assalto, fui na porta e vi que ele estava atracado com o bandido”, afirmou um dos moradores, que pediu anonimato.

Ainda de acordo com os vizinhos, o assaltante era pardo, usava calça jeans, camisa branca e estava com uma bolsa branca a tiracolo. Na fuga, ele tentou entrar em um táxi, chegou a acenar, mas o veículo não parou. O suspeito saiu correndo pela Rua Rocha Leal e até o final da tarde não havia sido preso.

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Vítima saía de um bar com o tio quando foi abordado por assaltante e reagiu (Foto: Yne Manuella/Repórter Correio)

Golpe

De acordo com a família de Roverson, a faca atingiu a veia femoral da vítima. Ontem, ainda havia sangue no local do crime. O professor foi socorrido pelos vizinhos para o Hospital Geral Ernesto Simões Filho, no Pau Miúdo. “Ele estava perdendo muito sangue e chegou até a falar: ‘poxa, vou morrer’, quando a gente estava dando socorro”, disse um morador.

A vítima, que também trabalhava fazendo carreto, deu entrada na unidade médica ainda consciente e conversando, mas não resistiu aos ferimentos e morreu cerca de 50 minutos após receber os primeiros socorros.

Raul acredita que Roverson reagiu ao assalto. “Ele não entregou o que o bandido queria, tentou fugir e acabou acontecendo isso”, disse o tio. Esse foi o terceiro caso de latrocínio em uma semana (veja no quadro ao lado).

Por: Gil Santos e Yne Manuella /Correio

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