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11 May 2021

Crianças não devem passar mais de 1 hora em frente a telas, diz OMS

Um estudo sobre sedentarismo em crianças com menos de 5 anos, mostra que o tempo em frente a telas não deve ultrapassar uma hora.

Foi divulgado, nesta quarta-feira (24), um estudo feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que diz que crianças com menos de 4 anos devem passar, no máximo, 1 hora em frente a telas como assistir TV, ver vídeos no celular ou jogar no computador. Para crianças de 1 ano, recomenda-se que não haja contato e, para crianças de 2 anos, deve ser estabelecido um tempo de até 1 hora (ou menos) de tempo sedentário de tela. Para crianças de 3 e 4 anos o limite não deve ultrapassar 1 hora, sendo que quanto menos, melhor.

O estudo mostrou que crianças com menos de 5 anos não deveriam passar tanto tempo sentadas em frente a telas ou contidas em carrinhos e assentos de bebê, ter melhor qualidade de sono e mais tempo de atividade física para crescerem saudáveis.

Para evitar o sedentarismo em crianças, a OMS recomenda a prática da leitura e de contar histórias. A entidade também destacou a quantidade de sono adequada para a idade: 14-17 horas ( até 3 meses), 12-16 horas (4 a 11 meses), 11-14 horas (1 a 2 anos) e 10-13 horas (3 a 4 anos).

“O início da infância é um período de rápido desenvolvimento e um tempo quando os padrões de estilo de vida familiar podem ser adaptados para aumentar os ganhos de saúde”, disse o diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Esse levantamento é um guia sobre sedentarismo, atividade física e sono para crianças com até 5 anos desenvolvido por especialistas da organização. Foi avaliado os benefícios do aumento de atividades físicas em crianças que passam mais tempo contidas em carrinhos e assentos ou em frente a telas.

“Aumentar a atividade física, reduzir o tempo de sedentarismo e assegurar qualidade de sono em crianças vai melhorar seus físicos, saúde mental e bem-estar e ajudar a prevenir a obesidade infantil e doenças associadas mais tarde em suas vidas”, disse a gestora do programa de vigilância e prevenção de doenças não transmissíveis de base populacional da OMS, Fiona Bull.

 

Agência Brasil

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