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5 August 2021
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Cunha recebeu R$ 57 Mi de Funaro já depois da Lava Jato, diz Polícia Federal

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha seguiu recebendo vultuosas quantias de propina mesmo depois do início da Lava Jato, em março de 2014; um relatório da Polícia Federal aponta que o corretor de valores e delator Lúcio Funaro, preso em Brasília, pagou ao deputado cassado  R$ 56,9 milhões já no período em que a operação estava em curso; valor corresponde ao que foi registrado em planilhas apreendidas na casa da irmã de Funaro; o empresário fazia pagamentos de boletos em nome de empresas ou depositava em contas de “laranjas”, o que gerava um crédito de Cunha junto ao doleiro, que depois fazia o saque em espécie e gerava o caixa para a propina

Um relatório elaborado pela Polícia Federal indica que o corretor de valores e delator Lúcio Funaro, preso em Brasília, pagou ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) R$ 56,9 milhões mesmo depois de a Lava Jato ter sido deflagrada, em março de 2014.

O valor corresponde ao que foi registrado em planilhas apreendidas na casa da irmã do corretor. “

Do valor pago durante a Lava Jato, R$ 1,3 milhão foram entregues por Funaro quando Cunha era o presidente da Câmara dos Deputados, em 2015.

As informações extraídas de material apreendido foram comparadas com declarações que o próprio Funaro forneceu à PF na fase de negociações para seu acordo de delação.

Os pagamentos, segundo o relatório que foi anexado à denúncia feita na semana passada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o que chamou de “quadrilha do PMDB”, ocorreram na maior parte das vezes por entregas em espécie ao auxiliar de Cunha chamado Altair Pinto, investigado em outras fases da Lava Jato.

Mais pagamentos ocorreram por meio de depósitos a empresas e “laranjas” vinculados ao doleiro Claudio Fernando Barbosa. Também houve entregas por meio de Sidney Roberto Szabo, que trabalhou para o fundo de pensão dos servidores da Cedae, companhia de águia e esgoto do Rio de Janeiro.

Funaro fazia pagamentos de boletos em nome de empresas ou depositava em contas de “laranjas”, o que gerava um crédito dele junto ao doleiro, que depois fazia o saque em espécie e gerava o caixa para a propina.

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