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24 September 2021
Deputados estaduais da Bahia/ Foto reprodução

Deputados vão ao MP-BA pedir apuração se ACM Neto favoreceu Odebrecht em reforma na Barra

Em 15 de abril de 2017, o ex-diretor da Odebrecht na Bahia, André Vital, relatou em delação, que houve irregularidades nas obras de revitalização na orla do bairro da Barra, em Salvador, realizadas em 2013, citou o nome do prefeito da capital Baiana, ACM Neto. A petição não detalha quais seriam as irregularidades. A empreiteira foi responsável pela reforma.

O caso foi encaminhado pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), à Justiça Federal da Bahia.

Deputados oposicionistas: Robinson Almeida (PT-BA) e Afonso Florence (PT-BA), não deixa o assunto esfriar e insistem que Neto dê uma explicação. Na tarde da última segunda-feira(5/6), os parlamentares, foram ao Ministério Público Estadual, pedir investigação contra o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), sobre as suspeitas de favorecimento da Construtora Norberto Odebrecht S.A. na licitação para a reforma da Orla da Barra.

Na representação os deputados destacam o conteúdo da delação do diretor da Odebrecht, André Vital Pessoa de Melo. “A denúncia da Odebrecht contra Neto é muito grave. A suspeita que houve apoio eleitoral para o prefeito em troca da execução da obra da Barra tem que ser investigada”, disse Robinson.

“ACM gastou aproximadamente R$ 10 milhões por quilômetro na reforma da Orla e agora é citado na delação de um diretor da construtora responsável pela obra. Ele tem muito o que explicar ao povo de Salvador”, destacou Afonso Florence.

No depoimento prestado à Procuradoria do Paraná, André afirmou ter entregado R$ 1,8 milhão em dinheiro vivo, a título de caixa 2, a um representante do então candidato a prefeito de Salvador, ACM Neto.

Os deputados pedem que o Ministério Público da Bahia solicite o acesso a esse depoimento, que não foi divulgado na íntegra. Desde a inauguração da obra, moradores do bairro apontam transtornos deixados pela construção.

Com a delação, a Procuradoria Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) tomaram conhecimento dos fatos e o ministro Edson Fachin autorizou a remessa dos autos das duas investigações. No entanto, os deputados defendem que esse assunto não envolve diretamente e nem é do interesse de entidades da Administração Pública Federal, por isso, solicitam a investigação do Ministério Público do Estado da Bahia.

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