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23 October 2021

Desafio’: Prefeitura quer Salvador como cidade com mais praias de padrão internacional

‘Desafio’: Prefeitura quer Salvador como cidade com mais praias de padrão internacional

Stella Maris será uma das beneficiadas | Foto: Divulgação

Após a Praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, da Ilha dos Frades, garantir a Bandeira Azul por atender a 34 critérios do padrão internacional, a prefeitura de Salvador definiu como meta fazer com que o alto nível seja aplicado também em praias da orla da capital baiana, como Stella Maris, Itapuã e até o Farol da Barra. Segundo o secretário de Cidade Sustentável, André Fraga, o selo é muito reconhecido na Europa e pode aumentar o número de turistas do continente na capital baiana. ”Os turistas europeus reconhecem, sabem que o selo significa qualidade. Eles já procuram os destinos se perguntando : ‘Onde estão as praias com Bandeira Azul?’ Nós até distribuímos camisetas com o selo para os comerciantes da região. Assim as pessoas ajudam a divulgar”, explicou Fraga. Para isso, contudo, será necessário um trabalho ainda mais intenso – já que as áreas são muito maiores do que o trabalho realizado na Ilha dos Frades. “Esse é um grande desafio. Mas o nosso entendimento é que, usando o programa daqui como piloto, a gente possa fazer um diagnóstico sobre como replicar o trabalho nessa dimensão”, conta o responsável pela expansão para outras praias da cidade, Cristian Cardoso. Por causa das dificuldades, a prefeitura precisará contar com o apoio do Estado caso queira garantir novos selos para a capital baiana. De acordo com o secretario de Turismo, Érico Mendonça, um dos pontos a ser sanado é o saneamento. Portanto, a Embasa – empresa vinculada ao governo estadual – precisará redirecionar o esgoto, que atualmente cai em rios que levam até o mar. “Isso adiciona à cidade de Salvador um diferencial importante para o turismo, que é mostrar que a prefeitura vem trabalhando sob o ponto de vista ambiental e do turismo sustentável com seriedade”, completou. Mas para que o selo seja realmente obtido, será necessário um trabalho profundo com os moradores da região. Para os oceanógrafos responsáveis pelo projeto, Bruno Balbi e Mateus Lima, a manutenção da bandeira é um trabalho da comunidade, da prefeitura, do Estado e dos turistas. “A educação ambiental é o que mantém o selo. A comunidade tem que se empoderar para ter o certificado, mas é um trabalho em conjunto”, avaliam.
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