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27 September 2021

Desemprego é o maior para setembro em seis anos

Taxa de desocupação ficou em 7,6% em setembro, a mesma apresentada em agosto; IBGE calcula que o número de desempregados chega a 1,9 milhões de pessoas

 

Na comparação anual, número de desocupados aumentou 56,6%

A taxa de desemprego se manteve em 7,6% em setembro, o mesmo porcentual verificado em agosto, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de mostrar estabilidade na comparação mensal, o índice subiu 2,7 pontos porcentuais em relação a igual mês do ano passado (4,9%) e teve o maior resultado para os meses de setembro desde 2009 – portanto, o pior em seis anos.

Esse aumento significativo na comparação anual é fruto da entrada de 670.000 pessoas (ou alta de 56,6%) na fileira do desemprego e da saída de 420.000 pessoas (ou queda de 1,8%) do mercado de trabalho seja por eliminação de vaga, aposentadoria ou morte. Ao todo, o IBGE calcula que há 1,9 milhões de brasileiros desocupados. Já o número de pessoal ocupado chega a 22,7 milhões de pessoas

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Na comparação anual, as atividades da indústria e serviços prestados a empresas foram as que mais fecharam vagas, com redução de 4,3% e 3,8% respectivamente.

O estudo também escancara outro dado alarmante do mercado de trabalho brasileiro. O número de trabalhadores com a carteira assinada vem caindo mês após mês. Em setembro, a queda foi de 3,5% (ou 409.000 pessoas) em relação ao mesmo mês do ano passado.

A Pesquisa Mensal do Emprego (PME) tem uma abrangência menor do que a Pnad Contínua, cujo resultado é divulgado trimestralmente. A PME é produzida partir da entrevista de cerca de 120.000 pessoas residentes das regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em um ano, todas as seis regiões registraram aumento no efetivo de desempregados, com destaque para o Rio de Janeiro, que teve aumento de 86,5%.

 

Confiança do consumidor
1 de 12(Foto: Arte/VEJA)

Confiança do consumidor

O enfraquecimento da atividade econômica, a alta do desemprego e da inflação e o aumento da incerteza têm levado a quedas sucessivas do índice de confiança do consumidor, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em setembro, o indicador atingiu o menor nível de sua série histórica, iniciada em março de 2010.

 

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