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24 September 2021

Diaz teria cogitado isenção para uso de maconha medicinal antes do UFC 183

Com dificuldade para apresentar amostra de urina limpa à NAC, lutador só pediu licença para lutar em Nevada três dias antes do duelo. Ele será julgado na segunda

Na próxima segunda-feira, a Comissão Atlética de Nevada finalmente vai analisar o caso de Nick Diaz. O lutador foi flagrado pelo uso de metabólitos de maconha após a luta contra Anderson Silva, no UFC 183, e está suspenso temporariamente desde fevereiro desse ano, aguardando julgamento pela entidade.

O caso, no entanto, ganhou novos elementos essa semana. Segundo revelou o site americano “MMA Junkie”, Diaz teria se submetido a vários testes antidoping feitos pelo UFC antes de aplicar para a licença para lutar no UFC 183. Com dificuldade para passar nos exames e encaminhar um teste limpo à comissão, o atleta teria até analisado a possibilidade de pedir por uma isenção de uso terapêutico para uso de maconha.

A informação foi revelada ao site americano pelo vice procurador geral do Estado de Nevada, Christopher Eccles, responsável pela queixa contra o atleta. Diaz tinha que apresentar o teste limpo antes de aplicar para uma nova licença no Estado, porque já tinha sido flagrado por uso da droga após o duelo contra Carlos Condit, no UFC 143, na segunda vez que testou positivo para maconha na carreira. Eccles afirma que o empresário de Diaz, Lloyd Pierson, lhe consultou sobre a possibilidade do lutador conseguir uma autorização para uso de maconha medicinal nos dias que antecederam o evento. O empresário de Diaz, no entanto, nega.

Por causa da revelação, a defesa de Nick Diaz quer retirar o vice-procurador geral do processo sob a alegação de que, ao revelar a conversa com o empresário de Diaz, Eccles teria se tornado também testemunha do caso, e não apenas advogado da comissão:

– Essa agora é uma questão controversa e Christopher Eccles é uma testemunha. Em todas as jurisdições, para a condução da responsabilidade profissional do advogado, você não pode agir como um defensor e como testemunha no âmbito do mesmo processo – justificou o advogado de Diaz, Lucas Middlebrook, ao “MMA Fighting”.

O lutador enviou um teste limpo para a comissão no dia 28 de janeiro, abrindo o caminho para conseguir a licença para atuar no UFC 183, mas a informação sobre os exames feitos pelo UFC anteriormente a essa data é agora um dos pontos centrais da audiência desta segunda-feira. Isso porque a Comissão de Nevada enviou uma intimação ao UFC para que os resultados dos exames feitos por Nick entre os dias 13 e 28 de janeiro sejam divulgados e incluídos no processo. A defesa do lutador, no entanto, já entrou com recurso pedindo que os resultados dos exames permaneçam confidenciais e que só sejam divulgados se houver permissão do lutador.

Diaz tem licença do Estado da Califórnia para uso de cannabis medicinal, tratamento que é permitido em Nevada, mas para fazer uso da terapia em períodos em competição (ou seja, no dia do combate), ele precisaria de uma autorização prévia da NAC.

– Diaz estava esperado para conseguir a licença para a luta mais importante de sua carreira, mas esperou e esperou até a última hora para aplicar (para a licença), porque ele não conseguia obter um resultado limpo de um teste que era requisitado – declarou Eccles ao site americano.

O vice procurador geral de Nevada também afirmou que o lutador omitiu a informação sobre os testes a que se submeteu pelo UFC em seu questionário pré-luta e que, justamente por isso, tais resultados seriam imprescindíveis ao processo.

Até o momento, o UFC evitou se pronunciar sobre o assunto, afirmando que o processo legal é entre a NAC e Nick Diaz.

Por: O Globo

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