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6 May 2021

Dono de centro de recuperação é preso por cárcere e maus tratos

O proprietário e três empregados do Centro de Recuperação para Dependentes Químicos Refúgio Forte, localizado em Simões Filho, foram presos, na quarta-feira (14), por investigadores da 22ª Delegacia Territorial (DT/Simões Filho), depois de familiares denunciá-los de maltratar e manter em cárcere privado os internos da instituição.
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            O Alex Sandro Silva dos Santos, de 33 anos, e os colaboradores André Luiz de Santana Ferreira, 27, Jalisson Luiz de Oliveira Santos, 30, e Márcio Martins, 35, foram apresentados à imprensa, na manhã desta sexta-feira (16), pelo delegado Rogério Ribeiro, titular da 22ª DT/Simões Filho, que deu detalhes das investigações.
            Com apoio da 22ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), investigadores da DT/Simões Filho foram ao Refúgio Forte para apurar até onde as denúncias de familiares de um dos internos eram reais.  Ali, os policiais descobriram que, durante a noite, os presos permaneciam confinados nos dormitórios, cujas portas eram trancadas com correntes e cadeados.
            Apuraram também que o local não possui alvará de funcionamento, constatando ainda que o local não apresentava condições adequadas de higiene. O piso dos banheiros é de terra, não possuem azulejos e nem chuveiros, obrigando os internos a usarem bacias para tomar banho.  Não havia serviço médico, enfermaria ou apoio psicológico para atender os internos. A mensalidade paga pelos internos é de R$ 500 mensais.
            O delegado disse que vai solicitar ao Ministério Público (MP) a interdição do centro de reabilitação e a transferência dos cerca de 50 internos. Autuados em flagrante por cárcere privado e maus tratos, Alex Sandro, que não tem uma profissão ou outra fonte de renda e é tratado como pastor pelos internos, André Luiz, Jalisson Luiz e Márcio permanecerão custodiados na carceragem da unidade policial, à disposição da Justiça.
Ascom/PC
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