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28 November 2021

“Ele dava facada como se estivesse matando um cachorro”, diz delegada sobre crime brutal em Cajazeiras

Elton Santos Costa disparou várias facadas contra a amante e depois ateou fogo na vítima

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Fotos: Felipe Ricardo / Varela Notícias

Frio e calculista. Assim é definido pela polícia Elton Santos Costa, 28 anos, assassino confesso de Camila Castro Novais, 20, com quem tinha um relacionamento extraconjugal há dois meses. “Levou para o matagal e deferiu vários golpes utilizando para isso um facão. Não satisfeito, pegou álcool no carro e tocou fogo na vítima ainda viva e a deixou agonizando”, explicou a delegada titular da 2° DH Central, Jamila Cidade.

O crime aconteceu no domingo (02), em Cajazeiras, na estrada do Pinicão da Pronaica. Segundo a delegada, Camila estava pressionando Elton a assumir o romance dos dois e teria ameaçado o rapaz a ir onde sua esposa trabalha e revelar ser sua amante. “No domingo, ela ligou para ele combinando de se encontrarem, de noite. Foi aí que ele a levou para a estrada e a matou”, acrescentou Jamila.

Elton alegou em depoimento que Camila estava portando uma faca e, por isso, para se defender, pegou seu facão, no carro, e começou a atingi-la. “Uma testemunha que passava no local na hora, de moto, e pediu ajuda, contou que ele a agredia como se estivesse dando facada em um cachorro. Ela não se mexia mais e ele seguiu com a agressão. Ela teve cortes em todo o corpo, inclusive no rosto”, completou.

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Depois de deixá-la inconsciente com as facadas, Elton ainda ateou fogo em seu corpo utilizando álcool que estava no veículo. “Isso pode indicar que o crime foi premeditado, apesar dele alegar que estava indo para a roça e, por isso, estaria portando o facão e o líquido”, falou a delegada. O acusado se apresentou nesta terça-feira (04), à tarde: “Ele chegou para dar esclarecimentos, acompanhado de advogados, mas eu já estava com um mandado de prisão preventiva”.

Foi graças a Camila, que foi encontrada pela população ainda viva, que a polícia conseguiu chegar ao assassino. Segundo a delegada, a vítima conseguiu se identificar, mesmo agonizando, e entregou o nome de Elton, além da onde morava, no bairro da Fazenda Grande. “Ele não demonstrou em nenhum momento qualquer tipo de emoção ou arrependimento. Foi frio o tempo todo”, finalizou.

Elton será indiciado por homicídio com qualificação de modo cruel, motivo torpe, além de não ter dado chance de defesa à vítima, podendo pegar pena de até 30 anos. Na saída da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele ficou em silêncio e não pôde ser apresentado aos jornalistas por conta de uma representação judicial conseguida por seus advogados.

Por: Breno Cunha / Varela Notícias

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