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30 November 2021

Em sabatina, Janot garante que delatores não têm acesso a depoimentos sigilosos

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu nesta quarta-feira (26) os acordos de delação firmados no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Durante a sabatina no Senado para avaliar sua recondução ao cargo, Janot alegou que a prática tem aplicação em diversos países e que não se trata de “apontar dedos”. “Colaborador não é dedo-duro, não é X-9, caguete. Ele tem que primeiro confessar a prática do crime e dizer quais eram as pessoas que também estavam envolvidas”, explicou. Segundo ele, aquele que delatar informações falsas está cometendo um novo crime e que as delações permitem “acelerar muito” as investigações. “Não se pode usar um mero depoimento como prova. Não é um suporte para a denúncia. Compete ao Ministério Público comprovar as situações delatadas”, ponderou. “Investigação é tentativa e erro. Se você encontra o caminho, você oferece a denúncia”, complementou. Mais tarde, questionado pelo senador Álvaro Dias (PSDB) sobre o suposto acesso de delatores às informações compartilhadas em depoimentos de outras pessoas, Janot garantiu que isso não ocorre. “Um não tem conhecimento da delação do outro. O que eu especulo é que as pessoas que estejam presas juntas conversem entre si”, supôs

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