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21 January 2022

Enem terá duas etapas a partir de 2021, anuncia MEC

m ato de homologação das Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, ministério da Educação afirmou que exame será realizado em duas etapas, de acordo com as novas diretrizes, a partir de 2021. Definição do conteúdo das provas depende da nova BNCC. “Sem pressão”, diz o ministro Rossieli


O Ministério da Educação promoveu, nesta terça-feira (20), uma coletiva de imprensa na qual foram homologas as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio. Entre os temas de relevância apresentados pelo ministro Rossieli Soares e representantes do Conselho Nacional de Educação (CNI), esteve o novo formato do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que valerá a partir de 2021.
O ministro foi breve em suas declarações a respeito do exame, mas adiantou temas relevantes. Ele anunciou que o Enem será realizado, a partir de 2020, em duas etapas. “A primeira tem relação com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de competências básicas”, disse ele. “O segundo dia será dedicado aos itinerários formativos. Para isso, nós teremos a construção de referenciais ainda em desenvolvimento”, afirmou. Esses itinerários podem variar de quantidade, mas envolvem, até o momento, linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.
 

Duas etapas

Atualmente, os milhões de inscritos fazem as mesmas provas por todo o país. “O que vai haver, de agora para frente, é o primeiro dia ainda comum a todos e, no segundo dia, será cobrada a área para a qual o aluno pretende direcionar seu futuro. Os itinerário são caminhos, percursos diferenciados”, explicou o ministro, observando que toda a matriz será, ainda, construída e depende diretamente da nova BNCC. “A estrutura do Enem observará o que o novo ensino médio está trazendo. Para fazer a mudança efetiva do exame, é preciso aprovar a base e seus referenciais para, só então, o MEC fazer a sua avaliação e construir o banco de itens.”
O ministro classificou esse processo de construção como a ser realizado “sem pressões” e foi vago quanto ao ano de implementação plena. O certo é que, em 2019, o formato segue o mesmo. “O Enem 2019 seguirá do mesmo modo, sem alterações”, disse ele, “e provavelmente 2020 teremos o mesmo formato. Deve vale a partir de 2021.”
Secretária de Educação Básica do MEC, a professora Kátia Smole se disse otimista quanto às diretrizes e seus reflexos no exame. “O princípio é de altas expectativas. Queremos a régua cada vez mais alta na avaliação dos alunos. Não muda o espírito do Enem, mas a prova irá se adequar”, diz. Segundo ela, não é impossível que a formação técnica e profissional, 5º itinerário anunciado, possa entrar no Enem. “É algo que ainda vamos dar sequência.”

Novo governo 

Questionado sobre o impacto do novo governo federal no exame, o ministro da Educação foi cuidadoso. “Primeiramente, cabe ao novo governo avaliar as políticas, mas aquilo que é norma deve ser cumprido. As diretrizes homologadas hoje são normas que estarão vigentes para o Brasil”, ponderou. “A construção da matriz de avaliação ficará, é claro, muito a cargo do novo governo. Não estamos encerrando nada. Estamos, ao contrário, dando um novo passo”, disse.
Nesta segunda-feira (19), o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) descartou a possibilidade de Maria Inês Fini, presidente do Inep (órgão responsável pelo Enem), assumir a pasta de educação. “Pode esquecer. Essa não esteve à frente do Enem? Está fora, cartão vermelho”, disse o presidente eleito que, em entrevista coletiva, voltou a falar de “marxismo infiltrado na educação brasileira”. Quando criticou questões do primeiro dia de exame, em 4 de novembro, Bolsonaro foi rebatido por Maria Inês. “Não é o governo que manda no Enem, disse ela, na ocasião.
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