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20 June 2021

Estudante que atropelou e matou idosa na Pituba é solto

Segundo o advogado, Rodrigo Valentim foi solto pelo benefício do artigo 319 do Código de Processo Penal, que estabelece medidas cautelares diversas da prisão

O estudante acusado de atropelar e matar a idosa Cleonice Barreto de Souza, 67 anos, no último domingo, no bairro da Pituba foi libertado no início da noite desta quarta-feira (28). Segundo o advogado Sebastian Albuquerque, Rodrigo Valentim foi solto pelo benefício do artigo 319 do Código de Processo Penal, que estabelece medidas cautelares diversas da prisão.

Rodrigo foi preso em casa nessa segunda-feira (26) e prestou depoimento na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Na terça, ele foi transferido para a Polinter, de onde saiu hoje. “É uma substituição, porque a lei autoriza, quando não existe necessidade da pessoa ficar presa, substituir”, explica o advogado. Rodrigo está com a carteira de habilitação suspensa, o passaporte retido, não pode deixar a comarca sem autorização da Justiça e também está proibido de frequentar alguns lugares, que o advogado não soube detalhar quais são.

rodrigo

O inquérito da Polícia Civil segue normalmente, com Rodrigo em liberdade. “A investigação segue e nós vamos apresentar à defesa, todos os fatos, as razões”, diz. “Ele está muito abalado, muito sentido, sobretudo pela família da vítima”, acrescenta, dizendo que Rodrigo está com a família no momento.

O advogado Daniel Keller, que representa a família da idosa morta, comentou a decisão de soltar Roberto. “Os familiares receberam a notícia da soltura durante o depoimento e choraram muito, se emocionaram muito”, diz. Cinco pessoas, entre primos e amigos da vítimas, foram ouvidos hoje no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Keller disse que não tem nenhuma ação a tomar diante da soltura de Rodrigo a não ser esperar o prosseguimento do inquérito. “A acusação vai se basear no homicídio doloso qualificado, porque ele não deu chances para ela se defender”, explica.

Amigos e familiares, revoltados com a morte de da idosa, criaram uma conta em uma rede social chamada Justiça Cleonice – Zica,  para protestar e se unir.

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