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5 August 2021

Estudantes e professores da Uneb protestam na Tancredo Neves

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Professores e alunos protestam e travam o trânsita na avenida Tancredo Neves (Foto: Lucas Caldas | Cidadão Repórter | Via WhatsApp)

Um grupo de professores e estudantes das universidades estaduais da Bahia, entre elas a Uneb, protestou na manhã desta quarta-feira, 10, na avenida Tancredo Neves, após realizar uma passeata que saiu da região do Iguatemi. Os manifestantes fecharam a avenida ao longo do percurso e, na altura do Banco Itaú, por volta das 12h10, encerraram o protesto.

Docentes e alunos se uniram no protesto contra o corte de orçamento. Os professores, que estão em greve desde 13 de maio, ainda contam com outras reivindicações.

"Não é uma questão salarial, estamos reclamando do corte do orçamento, da não implementação de direitos trabalhistas, como promoção e mudança de regime de trabalho, além de pedir a revogação da lei 7.176/97, que tira a autonomia das instituições", explicou o coordenador da Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Bahia (Aduneb), Milton Pinheiro.

Os alunos apoiam o movimento dos professores por acreditar que o corte do orçamento afeta a rotina diária deles nas universidades estaduais, como afirma Marcela Presta, representante do Comando de Mobilização da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

Segundo ela, "a greve é dos professores, mas foi construída junto com a gente, porque o corte do orçamento acaba batendo na gente, que sente a falta de materiais e de infraestrutura. Isso acaba podando e impedindo o crescimento da instituição".

Além das reivindicações dos docentes, o movimento estudantil tem pauta própria. Eles pedem o investimento de 1% da Receita Líquida de Impostos (RLI) na permanência e assistência aos estudantes.

A verba seria aplicada na criação de residências estudantis, implantação de passe livre intermunicipal e instalação de bandejões, de acordo com José Luís Brito, que também pertence ao Comando de Mobilização da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

Por: Paula Pitta / A Tarde

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