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23 April 2021

Evento cultural no Dique terá aulão de dança afro e feira neste domingo

Neste domingo (dia 24), a Caminhada Raízes da Bahia vai movimentar o Dique do Tororó, com o desfile de mais de 1200 artistas populares que darão uma mostra das diversas manifestações culturais do estado. Na concentração para saída da caminhada, marcado para as 16h, o público poderá participar de uma série de ações de cultura, lazer e cidadania oferecidas pelo Governo do Estado, um dos promotores do evento. Uma feira de economia solidária vai comercializar artesanato e alimentos a baixo custo. Outra atração é um stand para confecção gratuita de turbantes. E um aulão de dança afro será um “aquecimento” para o Carnaval.
As atividades que o governo promoverá na área do Dique do Tororó começarão a partir das 13h. A Feira de Economia Solidária é coordenada pela Secretaria do Trabalho, Emprego e Esporte (Setre) e vai reunir oito empreendedores em barracas de comercialização de peças artesanato e alimentos. Em outra ação, 30 catadores de cooperativas parceiras da Setre, distribuídos ao longo do percurso, vão recolher resíduos sólidos, como latinhas de alumínio e material PET descartados pelo público. O material será reciclado, gerando renda para os catadores e suas famílias.
Já o aulão de dança afro será ministrado por Tatiana Campelo, dançarina e professora da Fundação Cultural da Bahia, órgão vinculado à Secretaria de Cultura do Estado. A Secult também levará para o evento uma prévia do Carnaval Ouro Negro, do qual participam os principais blocos afro e afoxés do estado. Com a bateria dos Apaxes do Tororó à frente, os bailarinos do Ilê Aiyê, Muzena e Malê de Balê exibirão suas coreografias  durante a caminhada, que é uma realização da empresa iContent.
A luta das mulheres estará presente na Caminhada Raízes da Bahia A ação será promovida pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia, em homenagem às mulheres brasileiras que são referências na luta pelos direitos e igualdade das mulheres e contra o preconceito racial e de gênero. A mobilização pretende levar para o público da caminhada um pouco da história de luta das brasileiras Maria da Penha, Lélia Gonzales e Margarida Alves, e das baianas Dona Canô e Mãe Filhinha.
Quem quiser aderir à moda dos turbantes poderá ter seu confeccionado em um stand montado pela Secretaria de Educação do Estado. As
peças serão produzidas para o público, sem nenhum custo, por representantes dos Centros Juvenis de Ciência e Cultura (CJCC), da SEC.
Antecipando uma ação que será realizada no Carnaval de Salvador, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial vai levar para o evento o serviço itinerante do Centro de Combate ao Racismo de Intolerância Religiosa Nelson Mandela. Uma equipe do centro vai circular entre o público presente com formulários para identificar vítimas discriminação. Os técnicos também vão oferecer orientação para quem deseja fazer algum tipo de denúncia de preconceito racial.
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