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3 August 2021
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Ferraz deu detalhes sobre como buscou uma mala com notas de R$ 100 e afirma colaborar com a polícia

Preso em razão das digitais em pacotes de dinheiro apreendidos num “bunker” em Salvador, o advogado Gustavo Ferraz (PMDB) afirmou à Polícia Federal (PF) que deseja colaborar com as investigações. Ferraz deu detalhes sobre como buscou uma mala com notas de R$ 100 em São Paulo e disse que se sentiu “traído” pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), também preso preventivamente em Brasília em razão dos indícios de que é o responsável pelos R$ 51 milhões encontrados na capital baiana.

Gustavo e Geddel são aliados políticos e as digitais dos dois foram encontradas em pacotes apreendidos. Agora, Gustavo vem se candidatando a implodir a parceria e a entregar o que está por trás da maior apreensão de dinheiro já feita no país. O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o doleiro Lúcio Bolonha FunaroFunaro diz que recebeu R$ 170 milhões em propina com Geddel, Henrique Alves e Eduardo Cunha.

O deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel, durante a sessão da Comissão de Reforma Política na Câmara dos DeputadosJuiz manda para STF caso de ‘bunker’ de Geddel por envolvimento de irmão deputado. O Globo revelou na edição de terça-feira que o advogado admitiu em depoimento à PF ter viajado a São Paulo em 2012, a mando do ex-ministro, para buscar quantias em espécie. Na ocasião, Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, nomeado pela presidente Dilma Rousseff. O episódio foi citado pela PF para embasar o pedido de prisão preventiva da dupla — o dinheiro teria sido repassado por um emissário do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 

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