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28 November 2021

Florence acredita em melhora em popularidade de Dilma e nega crise com base aliada

Vice-líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence não acredita que o PT esteja enfraquecido, mesmo com as recentes derrotas no Congresso e a rejeição recorde da gestão da presidente Dilma Rousseff. Para ele, nem mesmo o isolamento da legenda nesta terça-feira (4), quando se tentou adiar a votação da PEC da Advocacia Geral da União – projeto que visa a equiparação do salário de advogados públicos com os ministros do Supremo Tribunal Federal – significa que haja um problema com a base aliada. “O PT está se confirmando como o partido que defende e pratica um projeto de melhoria para a vida do povo, que não apresenta pauta-bomba. Um exemplo é a votação de ontem (terça). O PT alertou que a PEC da AGU podia causar despesas para os municípios e estados e ficamos isolados. Depois que foi votado que seria ontem, o próprio presidente reconheceu que o texto do jeito que estava comprometia as contas públicas, inviabilizando o pagamento. Então apesar do nosso requerimento ser derrotado, ele foi adotado sem votação”, afirmou. Florence acredita que a sigla “vai perseverar” mesmo em meio à crise política, decorrente das investigações da Operação Lava Jato, mas que o mesmo não está garantido ao presidente da Casa, o deputado Eduardo Cunha (PMDB), que recentemente se posicionou oficialmente como oposição ao governo Dilma. “A pergunta não é como fica o PT, e sim como fica o presidente da Câmara. Há acusados de outros partidos, inclusive ele, e ele tem dito que não vai encaminha pauta-bomba e procede dessa forma. Tem entre os investigados agentes públicos em geral, mas toda vez que ele é atingido, reage dessa forma”, criticou. Desde que foi citado por delatores da Lava Jato como um dos receptores de propina no esquema da Petrobras, Cunha tem reagido fortemente contra as acusações que recebe e chegou a pedir o afastamento do juiz federal Sergio Moro da Lava Jato. “Temos defendido a investigação, pela inocência ou indiciamento, mesmo com filiação, sempre respeitando o direito de defesa. Agora a defesa tem que ser feita com serenidade e respeito às instituições”, alfinetou o petista. Questionado se alguns parlamentares da base poderiam se afastar do governo Dilma após o recorde de rejeição, Florence minimizou. “Todos os governos podem, eventualmente, ter redução de popularidade e depois retomá-la. Em 2014 o Brasil teve o menor índice de desemprego e o maior poder aquisitivo. Tem um conjunto de fatores que levaram à baixa da popularidade, mas acredito que ela vai ser retomada”, cravou. “Tem muitos motivos que mantêm a coalizão do governo. Uma votação pontual, em que a base não apoiou, é apenas circunstancial. Não aponta afastamento”, completou

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