Data de Hoje
6 May 2021
Foto: Reprodução

Governo central registra pior rombo econômico desde 1997

Foi registrado pelo governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social), um rombo primário de 114,98 bilhões de reais em 2015, pior resultado da história, desde 1997. As chamadas “pedaladas fiscais” foi o motivo da expressiva queda das receitas com a economia.

Em 2014, o resultado primário – economia feita para o pagamento de juros da dívida pública- também registrou índice negativo, mas em patamar mais modesto, de 17,2 bilhões. Mesmo excluído o efeito das pedaladas, o resultado teria seguido como o pior da série, negativo em 59,4 bilhões de reais, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira.

O Congresso o governo central a registrar um rombo de 51,8 bilhões de reais no ano, correspondente a 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB), mas com a possibilidade de ir a 119,9 bilhões de reais (2,08% do PIB) com abatimentos pelo não-ingresso de receitas com leilão de hidrelétricas e com o pagamento de até 57 bilhões de reais em pedaladas. O Tesouro informou que a meta ajustada do governo central era de um déficit 118,7 bilhões de reais.

Apenas em dezembro, o buraco nas contas públicas do governo central foi de 60,72 bilhões de reais, recorde o mês. Em dezembro de 2014, houve superávit de 1,06 bilhão de reais.

De um lado, a receita líquida do governo central sofreu uma queda real de 6,4% em relação a 2014, para 1,03 trilhão de reais. Na semana passada, a Receita Federal já havia divulgado recuo de 5,62% para a arrecadação no ano, no desempenho mais fraco desde 2010, impactado pela retração da economia.

Para 2016, as perspectivas para as contas públicas seguem negativas. A meta para o governo central é de um superávit primário de 24 bilhões de reais, equivalente a 0,39% do PIB. No entanto, a projeção já foi colocada em xeque por causa da expectativa de novo mergulho na economia em meio a um cenário doméstico com dificuldades políticas e fiscais e um ambiente externo marcado por desaceleração na China e queda nos preços do petróleo.

Click Notícias

Facebook Comments