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12 May 2021
Delegado Luis Henrique diz que crime perto da sede do Ilê Aiyê foi acerto de contas (Foto: Fernando Vivas/A Tarde)

Guerra por ‘bocas de fumo’ assusta moradores da Liberdade

A disputa entre traficantes rivais pelo controle de pontos de venda de drogas na Liberdade e bairros adjacentes vem motivando uma série de homicídios e tentativas de homicídios nestas localidades.

Do dia 29 de dezembro do ano passado até o último domingo, 31, 16 pessoas foram mortas e cinco baleadas, conforme registro no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). Os crimes ocorreram no Curuzu – Liberdade -, Santa Mônica, Cidade Nova, Pero Vaz, IAPI, Largo do Tanque e Pau Miúdo.

As últimas vítimas foram o carioca Diogo dos Santos Caetano, 27, David Ferreira Rocha, 28, e Nadson Barreto dos Santos, 33. Eles foram beleados na madrugada do domingo, na Rua do Curuzu, em frente à Senzala do Barro Preto – sede do Bloco Ilê Aiyê.

Segundo o delegado Luis Henrique Costa, titular da 2ª Delegacia da Liberdade, o alvo dos criminisos era Nadson. Os outros rapazes foram atingidos por balas perdidas. Dos três, apenas Diogo teve alta médica. Nadson está no Hospital Ernesto Simões Filho, no Pau Miúdo, e David no Hospital Geral do Estado (HGE).

Ainda segundo Costa, o crime foi praticado por traficantes que agem na Calçada e teriam ido ao local acertar contas com Nadson. “Os autores tinham uma rixa antiga com ele”,  disse, sem detalhar o motivo da rixa.

Embora a SSP tenha registrado 16 homicídios e 5 tentativas, o número seria maior, segundo alguns moradores da Liberdade. Para eles, ao menos dois mortos e seis baleados não constam nos dados policiais.

Localidades na disputa

Informações indicam que traficantes que agem nas localidades do Milho e Brongo (IAPI) e Sete de Abril, São Gonçalo, Gengibirra, Siero e Rua da Alegria (todas essas localidades na Liberdade) estão em guerra com traficantes do Tampão, na Santa Mônica – integrantes da facção Bonde do Maluco (BDM).

A polícia investiga se os crimes têm ligação com a morte de Cleidson Oliveira da Cruz, 26, o Coquinho, em 29 de dezembro último. Segundo o delegado, ele integrava o bando do Tampão.

O delegado Alexandre Narita, do Departamento de Combate ao Crime Organizado (Draco), também investiga os casos.

Por A Tarde
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