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28 November 2021

Imóveis fechados dificultam o trabalho de combate ao Aedes

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A ação é realizada nos bairros Queimadinha, Cidade Nova, Parque Ipê, Campo Limpo e Rua Nova, que apresentam maior número de notificações dos casos de chikungunya e zika vírus.

Reclamações

Moradores do bairro Santa Mônica, área nobre de Feira de Santana, afirmam que no local há mais de 100 focos do mosquito da dengue. Além disso, reclamam dos vizinhos que mantêm casas abandonadas e dos terrenos baldios.

Em uma das residências de alto padrão da Rua Santo Mamede há uma piscina que virou ambiente de proliferação de mosquitos. ” Já tentamos localizar os donos, mas não conseguimos. Não aparece ninguém há mais de dez anos”, denunciou a empresária Luzinete Brito.

Segundo ela, na rua onde fica o imóvel, diversas pessoas adoeceram. “Na minha casa, todos ficaram doentes. Na rua, mais de 100 pessoas. É um bairro de classe média-alta, mas com esse tipo de problema”, lamentou.

 

Morador da Rua São Romão – também em Santa Mônica -, Márcio Cavalcante reforçou as reclamações dos moradores do bairro e afirmou que os agentes de endemias não são vistos na região há bastante tempo. “Moro aqui há 32 anos e os agentes não vêm aqui há mais de um ano”, denunciou.

O coordenador de Endemias e Vigilância Epidemiológica do município de Feira de Santana, Edilson Matos, garantiu que os agentes farão uma visita nesta quinta-feira, 23, no bairro Santa Mônica.

Matos informou que, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, de janeiro até a terça, 21, a Divisão de Vigilância Epidemiológica (Viep) notificou 1.999 casos de dengue, sendo 605 confirmados, dois deles graves. Foram notificados ainda 584 casos do zika vírus e 3.108 casos suspeitos de chikungunya.

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