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24 January 2022

Iniciativa do MEC fere autonomia dos colégios, dizem entidades

O comunicado do Ministério da Educação (MEC), enviado a escolas do país na segunda-feira 25, que pede que seja lida uma carta aos alunos, professores e funcionários com o slogan da campanha de Jair Bolsonaro, “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”, provocou fortes reações no meio educacional.

O comunicado, assinado pelo ministro Ricardo Vélez Rodriguez, recomenda ainda que todos estejam “perfilados diante da Bandeira do Brasil” e seja tocado o Hino Nacional. Por último, pede que as escolas filmem as crianças nesse momento e enviem os vídeos ao governo.

O Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed) disse, em nota, que a ação fere não apenas a autonomia dos gestores, mas dos entes da Federação. O Movimento Escola sem Partido também criticou a medida nas redes sociais. “O ambiente escolar deve estar imune a qualquer tipo de ingerência político-partidária”, disse o Consed. Para o órgão, o Brasil precisa, “ao contrário de estimular pequenas disputas ideológicas na Educação”, priorizar a aprendizagem.

O Escola sem Partido, em publicação nas redes sociais, disse não ver problema no Hino ou na filmagem das crianças, mas na carta do MEC. “É o fim da picada”. A entidade defende combater uma suposta doutrinação por parte de professores em sala de aula — uma das bandeiras de Jair Bolsonaro.

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