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5 July 2026
Foto : Mara Silvany

Jaques Wagner critica Neto de prefeito ‘festeiro’ e afirma que Eduardo Cunha é “mentiroso” sobre acusações de chantagem

O petista Jaques Wagner é um dos principais personagens políticos do PT em nível estadual e federal, mas agora o político acumula o título de ex, ex-deputado federal, ex-governador e, agora, ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo da presidente afastada Dilma Rousseff, além de acumular um cenário político de crise em torno do seu partido com o processo de afastamento da chefe do executivo e a polêmica que envolve seu nome em acusações do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB).

Ele esteve presente na comemoração ao 2 de Julho na manhã de sábado (2) junto com outros petistas e aliados. Vestido todo de branco, Wagner participou do festejo em busca de um ar e de um cenário político de paz mesmo em meio à turbulência em Brasília em torno do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff que corre no Senado, quanto dos escândalos e trocas de acusações entre ele e Cunha.

Para Wagner, o 2 de Julho ganha um significado maior pela luta em defesa da democracia. “O 2 de julho é o evento maior da cidadania. Foi a luta pela independência da Bahia, e no 2 de Julho, estamos na luta pelo retorno da normalidade democrática na medida em que esse processo todo de afastamento da presidenta é um processo fora da normalidade democrática com uma eleição indireta, quando o congresso nacional não foi eleito pelo povo: ‘fora Temer’ e ‘volta Dilma”, afirmou.

Sobre as tais pedaladas que teriam sido praticadas pela presidente Dilma, o petista reforça que não houve esse ato. “Está ficando cada vez mais claro que a avaliação feita pela equipe do Senado aponta de que não houve pedalada”, defendeu Wagner.

Quanto as possíveis preceituáveis Alice Portugal (PCdoB) e Lídice da Mata (PSB), Wagner defende que elas têm que encontrar uma unidade, “se não fizeram a unidade, a gente encontra uma unidade no segundo turno das eleições”. “No meu primeiro governo, eu tive três candidatos Walter Pinheiro, João Henrique e, na época, Imbassahy. No final, tivemos os dois no segundo turno com Pinheiro e João Henrique e João Henrique ganhou. Eu não acho que em cidades como Salvador que você tem dois turnos da eleição se tenha um problema de ter mais de uma candidatura. Dois turnos foram feitos para isso, para que cada um mostre a sua cara, suas propostas e que o povo escolha o melhor”, relembrou.

Como um dos principais articuladores do PT na cidade e no estado, Wagner pode atuar como um dos intermediadores para formar uma chapa única de esquerda sob a possibilidade de fazer oposição a gestão atual de ACM Neto. “Precisamos de uma prefeitura de Salvador que trabalhe, não só a perfumaria, não só a vitrine, mas trabalhe as questões estruturais da cidade. A cidade hoje respira melhor porque com muita modéstia nós nos dedicamos muito por Salvador. O metrô é nosso, toda Via Expressa que facilitou o 2 de Julho é nossa, os viadutos são nossos. O que é estruturante e de geração de muito emprego em Salvador foi feito pelo governo estadual e acho que é obrigação. Agora, eu creio que precisa de alguém que pense em festa, mas não só em festa. O povo baiano é festeiro, mas o dia-a-dia não é de festa, o dia-a-dia é de trabalho e emprego”, criticou.

O ex-ministro da Casa Civil do governo Dilma rebateu as acusações do presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de ter sido procurado por ele para oferecer um acordo a fim de barrar o impeachment e reagiu ao ataque de Cunha ao ingressar com uma representação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o peemedebista. “Ele é mentiroso, fez uma calúnia e, por isso, entrei com uma representação contra ele no STF”, atacou Wagner.

 

 

 

Rafael Santana/Click Noticias