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20 October 2021

Jornada dupla: Aladilce defende redução de trabalho das enfermeiras

Em casa e no trabalho. A jornada de muitas mulheres é intensa, principalmente quando se trata das enfermeiras. 90% da categoria é feminina e muitas levam uma rotina exaustiva. Na Bahia são 100 mil profissionais e muitos deles têm uma carga horária de 44 horas. Seja em emergências, de Tratamento Intensivo, ou em clínicas, as enfermeiras baianas precisa se desdobrar para darem um atendimento de qualidade aos pacientes de diversas unidades.



Para qualificar o atendimento, a categoria reivindica uma jornada de 30 horas semanal, sem a redução do salário. Atualmente, o piso salarial é de R$ 900, e mesmo com as gratificações, a renda não ultrapassa R$ 2 mil. Enfermeira por formação, a vereadora Aladilce Souza (PcdoB), é dirigente do Sindsaúde-Ba, e defende a redução.



“É muito cansativo, principalmente na rede privada. Com a redução teremos mais condições fisicas para prestar. Em muitos locais, as instituições privadas não contratam um número suficiente para atendimento dos pacientes e a sobrecarga é maior. Isso pode colocar até mesmo a vida de pacientes em risco, já que o profisisonal não consegue prestar um bom atendimento”, ressaltou a comunista.



A vereadora ainda lembra que a Enfermegem é a única categoria da Saúde que tem carga horário de 44 horas semanal. Todas as outras já trabalham 30 horas. Tramita na Câmara do Deputados o projeto de lei 2295/200 que estabele as 30 horas para a categoria, porém a dificuldade para entrar na pauta de votação ainda é grande. A matéria já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça, mas não tem previsão de votação.



Comissão



A Câmara dos Deputados fará uma comissão geralnesta quarta-feira (21), às 14 horas, para discutir a redução da carga de trabalho dos profissionais de enfermagem. Participarão do debate, no Plenário Ulysses Guimarães, representantes dos enfermeiros, de técnicos e de auxiliares de enfermagem, representantes do governo, hospitais privados e filantrópicos, principalmente das Santas Casas.



Tanto Aladilce, quanto o presidente da Câmara de Salvador, Paulo Câmara (PSDB), e o petista Luiz Carlos Suica, assinaram uma moção à Câmara Federal pela aprovação da matéria.

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