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24 September 2021

Lançamentos de alta tecnologia em saúde podem nunca chegar ao público

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Uma câmera do tamanho de uma pílula que pode ser engolida para fazer exames, tintas antibactérias e aplicativos que ensinam exercícios fisioterápicos a pacientes. Novas ferramentas de alta tecnologia foram apresentadas esta semana na Hospitalar, maior feira de saúde da America Latina, mas podem demorar até uma década para chegarem ao público – isso se chegarem. Segundo especialistas, há vários entraves: falta de evidência científica sobre a eficácia do produto, demora de aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e até dificuldades de incorporação ao SUS ou à lista de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
 
Carlos Goulart, presidente-executivo da Abimed (associação da indústria de alta tecnologia de produtos médico-hospitalares), diz que a aprovação de novos produtos que demandam vistorias no exterior leva até três anos. "Hoje há uma fila de 1.500 fábricas para serem vistoriadas. Quando o registro sai, o produto pode estar defasado", afirma. Várias empresas têm recorrido à Justiça para apressar as vistorias.
 
Depois da aprovação do produto no país, ainda há a questão de se o SUS ou os planos de saúde vão custeá-lo. A pequena pílula equipada com câmera é um bom exemplo. Aprovada pela Anvisa em 2002, não está no rol da ANS nem no SUS. Só é reembolsada por alguns planos de saúde. "É uma tecnologia útil, mas, sem reembolso, fica difícil de entrar na rotina das clínicas ou dos hospitais", diz o nefrologista Yussif Ali Mere Júnior, presidente do Sindhosp (sindicato dos hospitais, clínicas e laboratórios). Informações da Folha de S. Paulo.
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