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4 August 2021
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Leilão da Ponte Salvador-Itaparica será realizado no dia 29 de abril de 2018

Agora já tem data marcada: o governo baiano espera realizar no dia 29 de abril de 2018 o leilão para a escolha da empresa que vai construir e explorar a Ponte Salvador-Itaparica. O equipamento, de 12,4 quilômetros, prevê investimentos de R$ 7,6 bilhões, sendo R$ 6 bilhões para as obras da ponte e o restante para desapropriações e intervenções de acesso, como a construção de viadutos e túneis em Salvador, orçada em R$ 230 milhões.

O vice-governador e secretário de Planejamento, João Leão, considerado um dos maiores entusiastas do projeto, enviou ontem ofício para que a data fosse reservada pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que vai sediar o leilão. Ele confirmou que cinco empresas já revelaram interesse no projeto: duas nacionais e três chinesas. Da China estariam interessadas a CRBC, Crec4 e CR20. Entre os grupos nacionais, o mercado especula estudos por parte da Camargo Corrêa – que integra a CCR e explora o metrô de Salvador – e OAS. “Os chineses têm dinheiro e estão muito interessados”, frisou João Leão em conversa com empresários, ao participar ontem de evento na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).

Segundo ele, uma das empresas chinesas até solicitou que o governo estadual reavaliasse a altura atualmente proposta para a ponte (125 metros) e reduzisse em 35 metros – “o que, na prática, representaria economia estimada de R$ 1 bilhão”, explicou Leão. O vice-governador não revelou se há intenção em estudar o pedido. O projeto atual da construção da ponte prevê, além da altura de 125 metros, largura do trecho estaiado (sustentado por cabos) de 36 metros, além de duas pistas com três faixas cada e acostamento.

A meta é alcançar, após 30 anos, um tráfego de 151,6 mil veículos por dia. Na próxima segunda-feira, o vice-governador João Leão espera receber 17 executivos chineses da área econômica de um dos grupos interessados, depois de já ter recebido outros 15, da área técnica, no início do mês. Para os empresários baianos, o secretário de Planejamento destacou os impactos estimados na movimentação da economia local, a partir da obra: em curto prazo, R$ 12,2 bilhões (compra de materiais e contratação de serviços, com geração de 10 mil empregos diretos) e, em longo prazo, redução de R$ 7,7 bilhões em custos de deslocamento em 31 anos, impacto no Produto Interno Bruto (PIB) estadual de até R$ 2 bilhões em razão de ganhos logísticos, além da criação de 100 mil empregos diretos e indiretos.

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