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25 February 2024

Mãe suspeita de matar filha abafava gritos da criança colocando papel em sua boca, afirma babá

Uma babá que trabalhou na casa do casal Débora Rolim da Silva e Phelipe Douglas Alves, ambos presos no último sábado (3), por suspeita de espancarem e matarem a filha Emanuelly Aghata da Silva, de 5 anos, relatou, em entrevista à uma filiada da TV Globo, que a menina era agredida constantemente.
Segundo ela, que prefere não se identificar, a mulher chegava até a colocar papel na boca da criança para que ela não gritasse. As informações são do G1.
“Um dia fui trabalhar e ela estava com o olho roxo. Porém, quando perguntei o que tinha acontecido, ela disse que tinha caído. Foi então que a irmã mais velha contou que a mãe havia enchido a boca dela [Emanuelly] com papel para que ela não gritasse e bateu com o guarda-chuva no olho dela”, afirma.
Segundo a babá, que trabalhou por cerca de três meses na casa do casal, as agressões começaram a ser notadas quando foi dar banho na menina e viu marcas roxas em suas costas.
“Ela preferia tomar banho sozinha, mas um dia decidi dar banho nela e vi umas marcas roxas nas costas. Perguntei o que tinha acontecido e ela disse que tinha caído. A mãe dizia a mesma coisa. Porém, um dia, a irmã mais velha contou que a mãe batia nela, disse que pegava a ‘Manu’ pelas pernas e batia com a cabeça dela na parede. Algumas vezes ela não queria pentear o cabelo, porque era dolorido de tanto que a mãe batia e puxava o cabelo dela”, conta.
Entenda o caso
Um casal foi preso no último sábado (3) por suspeita de ter espancado até a morte a filha de 5 anos, em Itapetininga, no interior de São Paulo. Phelippe Douglas Alves, de 25 anos, e Débora Silva, de 24, haviam acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no dia anterior, alegando que a criança tinha caído da cama e batido a cabeça, passando a ter convulsões. A equipe médica, porém, suspeitou dos hematomas na menina, que seriam compatíveis com maus-tratos.
Pela gravidade dos ferimentos, a menina Emanuelly Agatha foi transferida para o Hospital Regional de Sorocaba, mas morreu na madrugada de sábado (3). O casal foi detido e, na audiência de custódia, o juiz responsável pelo plantão judiciário determinou a prisão preventiva. Débora foi levada para a Penitenciária Feminina de Votorantim e seu marido, para a Penitenciária II de Itapetininga. Ele foi colocado em cela do chamado seguro, onde ficam detentos sob ameaça, por causa do tipo de crime do qual é suspeito.
Segundo a Polícia Civil, o casal negou o crime. Os dois são usuários de drogas e já estiveram envolvidos em suspeitas de agressões a seus outros filhos. Além de Emanuelly, eles têm uma menina de 9 anos e um menino de 4. As crianças foram encaminhadas a um abrigo provisório pelo Conselho Tutelar até uma definição da Justiça sobre o local para onde serão levadas. A polícia espera o laudo da perícia feita na criança e vai analisar os celulares apreendidos na casa da família. Vizinhos também serão ouvidos na investigação.