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10 March 2026

Mães protestam contra greve ’abusiva’ de professores rede municipal de Salvador

Na manhã desta sexta-feira(18), diversas mães de alunos, protestam contra professores grevistas da Rede Municipal de Ensino.

De acordo com informações, as mães de alunos apontam a manifestação dos professores como ‘’Abusiva’.

‘Entendemos que todos temos o direito de lutar por suas causas, mas prejudicar a gente que precisa trabalhar, fazer diária é absurdo. Como é que irei pra rua trabalhar e deixar meu filho solto? Questionou a mãe de uma aluna.’

Os professores já estão a mais de 70 dias em greve. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) determinou, na última quinta-feira (17), que os diretores das 35 escolas municipais de Salvador que ainda estão com as aulas suspensas por causa da greve dos professores adotem providências imediatas para a retomada das atividades. A Promotoria de Justiça da Educação da Capital fixou o prazo de 24 horas para que o corpo docente seja formalmente convocado e a convocação seja enviada ao órgão.
O MP alertou que o não cumprimento da medida pode levar à responsabilização pessoal dos gestores, incluindo ações judiciais por infrações cíveis e administrativas. A Promotoria destaca que a paralisação foi considerada ilegal pela Justiça e que a continuidade da greve fere o direito constitucional à educação.
Para o órgão, a interrupção prolongada das aulas representa desobediência à decisão judicial e afronta à Constituição Federal, que assegura o acesso contínuo à educação como dever do Estado.
A greve dos professores da rede municipal de Salvador já dura mais de 70 dias. Apesar de diversas decisões judiciais e apelos da Prefeitura, a paralisação continua. A mais recente decisão judicial elevou a multa diária aplicada à APLB Sindicato para R$ 200 mil, acumulando até o momento cerca de R$ 5 milhões.

As mães estão com medo de perder seu Bolsa Família porque os alunos não terão sua lista de presença no sistema. Eles pedem que os o corpo docente tenham consciência e voltem às aulas. ‘ Os professores estão ganhando já há três meses e dentro de casa, enquanto os alunos estão pelo meio da rua e pais impedidos de trablhae’, disse dona Marlene moradora do Subúrbio