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14 May 2021

Mais de 20% das mulheres jovens não conseguem engravidar, diz especialista

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Engravidar parece ser uma tarefa fácil para as mulheres, mas estudos apontam que 20% das pacientes jovens não estão aptas à concepção devido a distúrbios ovulatórios ou hormonais.

De acordo com Assumpto Iaconelli Junior, especialista em Medicina Reprodutiva e diretor do Grupo Fertility, os seres humanos apresentam uma das menores taxas de reprodução de todas as espécies existentes na Terra. “As chances de um casal jovem e aparentemente saudável conseguir engravidar logo no primeiro mês de tentativas são de apenas 15%. Entretanto, no período de um ano de tentativas regulares, essa taxa costuma ser de 80%”.

Segundo o especialista, os problemas na ovulação da jovem podem acontecer por três fatores: síndrome dos ovários policísticos, distúrbios da tireoide (hiper ou hipotireoidismo), e falência ovariana prematura (antes dos 40 anos).  O médico ainda diz que estudos indicam que a síndrome dos ovários policísticos atinge entre 5% e 10% das mulheres em idade reprodutiva, e em muitos casos, as pacientes não ovulam. Nesses casos, de acordo com Assumpto Iaconelli, o recomendável é induzir a ovulação e aplicar técnicas de baixa complexidade. “A fertilização in vitro só é indicada nos casos em que esses recursos falharam”, diz Iaconelli.

Atletas olímpicas e bailarinas, por exemplo, explica o médico, podem sofrer de hipogonadismo, quando os ovários não produzem hormônios como estrogênio e progesterona, e influenciam a menstruação e a ovulação. A baixa produção hormonal também pode ocorrer quando a paciente está muito abaixo do peso normal ou nos casos de obesidade. O médico recomenda modificações no estilo de vida para quem quer aumentar as chances de concepção, como cuidados com a dieta, atividade física equilibrada, controle de estresse e interrupção do hábito de fumar.

Em casos de reprodução assistida, é empregada a estimulação ovariana em quase todos os tratamentos. “A disponibilidade de diferentes compostos e apresentações permite individualizar o tratamento de acordo com o perfil da paciente. Assim, podemos reduzir as complicações e alcançar os melhores resultados. É importante deixar claro que não existe um passo a passo a ser seguido por todos. Por isso, o monitoramento ciclo a ciclo da resposta da paciente se torna indispensável. Vale dizer que os protocolos estão cada vez mais seguros e convenientes à paciente”, diz Iaconelli.

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