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10 March 2026

Mais Médicos na mira dos EUA: autoridades têm vistos cancelados e governo reage

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta última quarta-feira (13), a revogação dos vistos de integrantes do governo brasileiro ligados ao Programa Mais Médicos. A medida atinge também ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e seus familiares.

Segundo comunicado oficial, o Departamento de Estado acusa os atingidos de cumplicidade com “trabalho forçado do governo cubano” durante a execução do programa no Brasil. Entre os afetados estão Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e atual coordenador-geral para a COP30.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que afirmou que ambos tiveram papel relevante na implementação do Mais Médicos enquanto atuavam no Ministério da Saúde. A informação é da Agência Brasil.

Padilha reage e defende continuidade do Mais Médicos

Horas após a decisão ser divulgada, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se manifestou nas redes sociais em defesa do programa. Ele classificou a medida como “ataques injustificáveis” e afirmou que o Mais Médicos continuará funcionando independentemente das pressões internacionais.

“O programa salva vidas e é aprovado por quem mais importa: a população brasileira. Não nos curvaremos a quem persegue as vacinas, os pesquisadores, a ciência e, agora, duas das pessoas fundamentais para o Mais Médicos na minha primeira gestão como ministro da Saúde, Mozart Sales e Alberto Kleiman”, publicou.

Padilha também destacou que, nos últimos 2 anos, o número de profissionais no programa dobrou, ampliando a cobertura de atendimento em áreas antes desassistidas. “Temos muito orgulho de todo esse legado que leva atendimento médico para milhões de brasileiros que antes não tinham acesso à saúde. Seguiremos firmes em nossas posições: saúde e soberania não se negociam. Sempre estaremos do lado do povo brasileiro”, completou.

“Seguiremos firmes em nossas posições: Saúde e soberania não se negociam”, concluiu Padilha.