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21 January 2022

Manifestações políticas podem levar à prisão no Carnaval de BH

Com previsão de levar para a rua pelo menos cinco milhões de pessoas até a Quarta-feira de Cinzas, o Carnaval de rua de Belo Horizonte deste ano inaugurou uma novidade: o controle de conteúdo político das canções e manifestações pela Polícia Militar do estado, governado por Romeu Zema, do Partido Novo.

Já no primeiro dia de festa, os coordenadores do bloco Tchanzinho Zona Norte foram alertados por integrantes da corporação que se insistissem em continuar a xingar o presidente Jair Bolsonaro eles poderiam ficar sem policiamento. A foliões insistentes, foi explicado que se o policial avaliasse incitação poderia dar voz de prisão.

 “Ai, ai, ai, Bolsonaro é o c…” é um dos gritos mais ouvidos nas ruas desde as saídas pré-carnavalescas desde ano, por todo o Brasil. A Polícia Militar de Minas Gerais, porém, decidiu interferir na manifestação por considerá-la “chula, ofensiva e capaz de incitar a violência”, na descrição da porta-voz de plantão neste domingo, 3, a capitã Layla Brunnela.

No raciocínio da militar, a manifestação política pode provocar foliões alinhados a um posicionamento diferente, colocando em risco “a paz” dos blocos mineiros, que ela descreve como “de família”.

“Nós agimos preventivamente, para garantir a segurança dos cidadãos, que, afinal, procuram o bloco pela diversão, pelo álcool e não necessariamente pela política. Não se trata de censura”, disse a VEJA, por telefone. Para ela, a folia não autoriza uso de palavrões. Perguntada se a escolha da palavra proibida e a permitida pertence à alçada da PM ela não soube responder.

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