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4 March 2021

Médica agredida em “festa do corona” pode perder movimento no joelho

 

Amédica Ticyana D’Azambuja, vítima de agressões de frequentadores de uma festa realizada em plena pandemia de coronavírus na região do Grajaú, no Rio de Janeiro, pode perder os movimentos do joelho esquerdo, que foi quebrado pelos agressores.

Em entrevista ao jornal Extra, a médica anestesista disse que o problema no joelho ainda a impede de trabalhar. Ticyana atuava na linha de frente no combate ao coronavírus e também teve as mãos pisoteadas.

No dia 13 de junho, Ticyana passou por uma cirurgia e colocou dois parafusos no joelho. Ela disse que precisa aguardar que os ossos se consolidem para ser liberada para a fisioterapia. Mas que, ainda assim, não é garantia que ela irá retomar todos os movimentos.

“Na última quinta-feira (25/06), tirei o gesso. Meu médico esperava que em uma semana eu conseguisse dobrar o joelho pelo menos 90 graus. Estou dobrando, no máximo, 15 graus e sinto muita dor. O médico está bastante reticente e me alerta que pode ser que os movimentos não voltem por completo. Cada caso é um caso”, explicou Tyciana.

Histórico

Imagens de uma câmera de segurança mostram que a médica Ticyana Azambuja desmaiou após sofrer um mata-leão no dia 30 de maio em Grajaú, no Rio de Janeiro (RJ).

A profissional de saúde foi agredida por cinco pessoas, entre elas o policial militar Luiz Eduardo dos Santos Salgueiro, afastado recentemente da corporação.

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