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22 June 2021

Médico diz que há superestimação do bullying e afirma que famílias devem fortalecer adolescentes

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Fenômeno comum entre jovens e adolescentes, o bullying pode ter seus efeitos exagerados e não representar tanto risco para a formação das crianças. Segundo o doutor em saúde pública e hebiatra (médico de adolescentes) Feizi Masrour Milani, há uma superestimação quanto aos efeitos do problema. “Não podemos minimizar a gravidade do problema. No entanto, eu acho que a abordagem que está se dando ao assunto é de maximizar a questão. E esse é outro problema”, disse o médico em entrevista ao A Tarde desta segunda-feira (19). Feizi afirma que há diferenças na abordagem e intensidade das provocações, o que não necessariamente seria problemático para os adolescentes. Ela ainda destaca o papel da família para fazer com que os jovens enfrentem melhor a questão. “Existe uma diferença muito grande entre quem coloca um apelido, ou fala algo pejorativo a alguém, com os casos de agressão constante. Nesse caso, é necessário um postura da família, no sentido de fortalecer o jovem internamente. Tipo, se você reagir ou se aborrecer com essas provocações, vai ser pior. E se você não ligar, eles vão parar, ou ir atrás de outro para praticar o bullyng. Essa é a melhor maneira de agir”, orienta Milani.

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