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17 June 2024
Foto: divulgação / PF -BA

Operação Ajuruetê: maior traficante de aves do país é alvo da PF na Bahia

A  Polícia Federal cumpre, nesta quinta-feira (27/8), 20 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares nas cidades baianas de Itambé, Cândido Sales, Encruzilhada, Poções e Maracás. Há ainda ações nos municípios mineiros de Divisópolis, Chapada Gaúcha, Riachinho, São Romão, Santa Fé de Minas, Brasilândia de Minas, Contagem, Ribeirão das Neves e Belo Horizonte.

Denominada “Ajuruetê”, a operação visa desarticular um esquema de tráfico de pássaros. Ela ocorre com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia.

Um dos investigados já foi preso e autuado diversas vezes pelo Ibama, sendo considerado um dos maiores traficantes de psitacídeos – família à qual pertencem os papagaios, periquitos e araras – do país. As multas aplicadas a ele superam R$ 1,6 milhão. Os investigadores, porém, não deram detalhes sobre a identidade do rapaz ou se ele mora na Bahia ou no estado mineiro.

Entre meados de 2019 e o início de 2020 foram realizados sete flagrantes de tráfico com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e do Ibama, que resultaram na lavratura de termos circunstanciados de ocorrência e na apreensão de 824 pássaros, sendo a maioria de papagaios (que possuem maior valor no mercado ilegal), mas também de araras e até de tucanos, muitos desses pássaros ainda filhotes.

De acordo com a PF, as investigações tiveram início após a prisão em flagrante de um traficante de animais silvestres em Caruaru, Pernambuco, no ano de 2018, quando então verificou-se que a maioria dos fornecedores de pássaros para o referido indivíduo era da região Sudoeste da Bahia.

Desde então, as investigações avançaram e em 2019 se confirmou a existência de uma rede de traficantes de pássaros silvestres com atuação na Bahia e Minas Gerais, sendo obtidos indícios, também, de que parte dessas aves estivessem sendo capturadas em unidades de conservação federais.

O nome da operação, Ajuruetê,é uma referência à denominação indígena para a espécie conhecida como papagaio-verdadeiro, que é o principal tipo de pássaro silvestre traficado pela rede criminosa investigada.