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13 June 2021

Para Dilma, ‘super quinta’ de protestos foi um fracasso

Dilma Rousseff

Apesar dos anúncios de que esta quinta-feira (15) seria uma “super quinta”, com protestos significativos nas principais cidades do País, a avaliação da presidente Dilma Rousseff é que a mobilização “fracassou”. De acordo com informações do Planalto, o que se viu, principalmente, foi uma “ação midiática”, com anúncios de que problemas graves com manifestações monumentais contra a realização da Copa do Mundo poderiam acontecer e que, “felizmente não aconteceram”. Apesar deste considerado fracasso, o governo vai dar prosseguimento ao monitoramento criado nas 12 cidades-sede, que incluirá a manutenção de um diálogo permanente com diversos tipos de movimentos sociais para tentar barrar os eventuais violentos protestos que possam ameaçar a realização da Copa. O entendimento do governo é que é preciso ganhar a batalha na mídia e, por isso, há mobilização das autoridades para que promovam um contra-ataque completo, no sentido de defender a realização da Copa e todo o legado a ser deixado por ela. Nesta linha, a própria presidente Dilma comandou, no Planalto, a cerimônia de compromisso pelo emprego e trabalho decente na Copa do Mundo onde afirmou: “Nós não negamos os conflitos, nós temos de conviver com eles”. Além disso, salientou que “não há nenhuma vergonha em divergir” já que “cada um tem uma posição”. “A vergonha está em não reconhecer isso, a vergonha está em não buscar o consenso possível”, continuou a presidente, passando a cumprimentar os que estavam ali assinando o acordo que considerou “um exemplo de como se relacionar dentro de uma sociedade democrática em que todos os direitos são respeitados”.

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