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4 December 2021

Paralisação dos petroleiros por 24 horas afeta unidades operacionais da Petrobras em todo o país

Os petroleiros de todo o país deram início, à zero hora desta sexta-feira (24), a uma paralisação nacional de 24h, interrompendo as atividades nas unidades operacionais e administrativas do Sistema Petrobras.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros, a greve decorre da necessidade de advertir a Petrobras sobre a gravidade do atual momento político do país e dos riscos que a categoria sofre em função dos cortes, venda de ativos e desinvestimentos aprovados pelo Conselho de Administração da estatal.

O movimento visa também a discussão do Projeto de Lei 131/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que propõe reduzir a participação da Petrobras nos consórcios de exploração do petróleo na camada do pré-sal.

Para a FUP, a paralisação é apenas “o inicio de uma árdua batalha que os petroleiros terão pela frente para barrar o projeto e impedir o desmonte da Petrobras, caso a empresa siga adiante com o novo Plano de Gestão e Negócios, que pretende cortar 89 bilhões de dólares em investimentos e em despesas, além de colocar a venda 57 bilhões de dólares de ativos da companhia.

Na Bahia – Em muitas unidades da Petrobras na Bahia, a exemplo da Rlam e da Transpetro, os trabalhadores nem foram trabalhar. Os ônibus do turno chegaram aos locais praticamente vazios. E quem embarcou nos ônibus, não entrou. Voltou para casa.

Nas áreas administrativas, a adesão ao movimento grevista foi de 70%, pois alguns trabalhadores chegaram antes das 5h e entraram para trabalhar.

Em Candeias, o comando de greve parou carretas e não houve rendição de turno. O pessoal do administrativo não foi trabalhar, poucos terceirizados apareceram e nem os supervisores entraram. Segundo André Araújo, diretor do Sindipetro, a adesão dos trabalhadores próprios e terceirizados foi de cerca de 80%.

Em nota, a Petrobras informou que “em algumas unidades, houve registro de bloqueios na entrada dos empregados, gerando atrasos, assim como corte de rendição de turno”. A companhia sustenta que “as atividades da empresa estão dentro da normalidade, sem prejuízo à produção, estando preservada a segurança das instalações da companhia e de seus trabalhadores”.

Segundo a nota, a Petrobras afirma, ainda, que “tomou todas as medidas para garantir a manutenção da produção de petróleo e gás, bem como o abastecimento do mercado.”

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