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23 October 2021
Foto: Reprodução / Youtube

Paratleta do basquete de cadeiras de rodas não esperava ser tachado de um ‘falso cadeirante’

Nesses últimos dias, um vídeo do revezamento da tocha olímpica de um cadeirante em Anápolis, no estado de Goiás, tem repercutido nas redes sociais. No vídeo, o paratleta do basquete de cadeiras de rodas, ao cair da cadeira, se apoiou em sua perna, gerando uma série de pré-julgamentos, sendo acusado pelos internautas de ser um “falso cadeirante” infiltrado no revezamento.

As regras do basquete paralímpico é desconhecida pela maioria dos internautas que criticaram o atleta João Paulo Nascimento, as vagas não são restritas apenas para paraplégicos. João foi diagnosticado aos 20 anos com uma deficiência chamada Geno Valgo, onde os joelhos são colocados para dentro.

O atleta explicou o que ocorreu no vídeo e frisou que, apesar da deficiência, possui força nas pernas, justificando o acontecido.

“No momento do acidente no revezamento, eu procurei fazer uma manobra que eu sou habituado a fazer, em que eu fico em uma roda só e dou um giro de 360 graus. Porém, na hora que eu dei o impulso, o rapaz que estava me ajudando achou que eu estava caindo e tentou segurar a cadeira. Com isso, o cinto se soltou e eu caí”, detalhou.

“Eu fiquei chateado com os comentários, pois, para mim, o que aconteceu foi normal. Costuma acontecer no basquete de cadeira de rodas. Já aconteceu comigo em quadra e eu me levanto rapidamente. Não esperava este tipo de reação, nem ser tachado de um ‘falso cadeirante’. As pessoas não conhecem muito bem o esporte paralímpico. Todas as deficiências são avaliadas por fisioterapeutas, médicos e outros profissionais sérios. E isso tudo é feito em escala internacional, ao contrário daqueles que disseram que isso acontece só no Brasil”, frisou João.

O paratleta está focado, a atualmente, nos Jogos Paralímpicos do Rio e espera ser convocado para a seleção brasileira.

Por Click Notícias / Fonte: A Tarde
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